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AFRMM teve arrecadação de R$ 4,3 bilhões em 2019

Os valores arrecadados no Adicional ao Frete para a Renovação da Marinha Mercante (AFRMM) totalizaram R$ 4,3 bilhões no ano passado, 7,6% acima dos R$ 4 bilhões arrecadados em 2018. No último trimestre de 2019, essa arrecadação ficou em R$ 1,2 bilhão, 16,7% a mais que no 4º trimestre do ano anterior, quando a arrecadação foi da ordem de R$ 1 bilhão. As informações constam no relatório trimestral do Ministério da Infraestrutura. Dessa arrecadação bruta, são deduzidos os valores referentes ao ressarcimento às empresas de navegação.

03/04/2020|Seção: Destaque 300px, Notícias da Semana|Tags:, |

BNDES divulga primeiras medidas do Plano de Ação Emergencial Covid 19

23/03/2020|Seção: Destaque 300px, Notícias da Semana|Tags:|

Marinha faz chamamento público para a obtenção de navios hidroceanográficos

A Diretoria de Gestão de Programas da Marinha (DGePM), com sede na Rua 1º de Março, 10º andar, Edifício Barão de Ladário, Centro, Rio de Janeiro-RJ, CEP 20.010-000, participa a intenção da Marinha do Brasil (MB) em iniciar o processo de obtenção de dois Navios Hidroceanográficos de 2ª Classe (NHo-2).
As empresas interessadas em fornecer à MB as respostas iniciais poderão, no período compreendido entre 9h do dia 19/03/2020 e 15h do dia 09/04/2020, retirar o documento intitulado “Solicitação de Informações” (“Request For Information” – RFI), o qual visa a buscar dados preliminares no que concerne aos projetos técnicos existentes de Navios Hidroceanográficos (NHo).

20/03/2020|Seção: Destaque 300px, Notícias da Semana|Tags:|

Marinha e consórcio assinam contrato para construção de navios Tamandaré

A Empresa Gerencial Projetos Navais (Emgepron) e o consórcio Águas Azuis, formado pela thyssenkrupp Marine Systems, Embraer Defesa & Segurança e Atech, assinaram nesta quinta-feira (5), no Rio de Janeiro, o contrato para a construção dos quatro navios classe Tamandaré de última geração, com entregas previstas para o período entre 2025 e 2028. A construção será realizada no estaleiro Oceana, em Itajaí (SC), com expectativa de taxas de conteúdo local acima de 30% para o primeiro navio e de 40% para os demais.

A thyssenkrupp fornecerá a tecnologia naval de sua comprovada plataforma de construção de navios de defesa da Classe Meko, que já opera em 15 países. A Embraer integrará sensores e armamentos ao sistema de combate. A Atech, empresa do grupo Embraer especializada em engenharia de sistemas para aplicações de defesa, será a fornecedora do CMS (Combat Management System) e do IPMS (Integrated Platform Management System, da L3 MAPPS) e receptora de transferência de tecnologia em cooperação com a Atlas Elektronik, subsidiária da thyssenkrupp Marine Systems que produz o CMS e sistemas de sonar.

A thyssenkrupp destacou que a assinatura é um novo marco na história da defesa naval brasileira, assim como foi a construção dos submarinos da Classe Tupi na década de 1980. “O programa classe Tamandaré irá fortalecer nossos laços, por meio da transferência de tecnologia e da geração de empregos altamente qualificados para o país”, afirmou o CEO da thyssenkrupp Marine Systems, Rolf Wirtz. O CEO da Embraer Defesa & Segurança, Jackson Schneider salientou a expansão do portfólio de defesa e segurança do grupo além do segmento aeronáutico, com o desenvolvimento e a integração de sistemas complexos, a fim de tornar a empresa qualificada para atender às necessidades da Marinha do Brasil e de fortalecer a posição como parceiro estratégico do Estado Brasileiro.

O contrato inclui transferência de tecnologia em engenharia naval para fabricação de navios militares e sistemas de gerenciamento de combate e de plataforma, bem como o apoio logístico integrado e o gerenciamento do ciclo de vida das embarcações. O programa classe Tamandaré prevê qualificação da mão de obra local, o que pode garantir o desenvolvimento de futuros projetos estratégicos de defesa no Brasil. O consórcio acredita que a aliança entre a thyssenkrupp Marine Systems e a Embraer Defesa & Segurança permitirá criar bases para a exportação de produtos de defesa naval a partir do Brasil.

A classe Meko®, da thyssenkrupp Marine Systems, já é utilizada em 82 embarcações em operação em marinhas de 15 países, entre os quais: Portugal, Grécia, Austrália, Argentina e Argélia. A thyssenkrupp afirma que o conceito Meko de design modular facilita a integração local e a transferência de tecnologia, ajudando a reduzir os custos de manutenção e modernização. "Combinando tecnologia de ponta, inovação e capacidades robustas de combate, a Classe Meko® é um autêntico navio-escolta para águas azuis com qualidades excepcionais de autonomia e robustez", destaca a empresa.

06/03/2020|Seção: Destaque 300px, Notícias da Semana||

VLOC sofre avaria e corre risco de naufrágio a 100Km da costa do MA


O navio MV Stellar Banner, classe VLOC (very large ore carrier), sofreu avaria no casco e passa por uma operação, nesta quarta-feira (26), para evitar seu naufrágio a 100 quilômetros da costa de São Luís (MA). Fontes ouvidas pela Portos e Navios relataram que o comandante pediu apoio de terra após verificada a entrada de água nos seus compartimentos de carga e indicada possibilidade de fissura no casco.

Procurada pela reportagem, a Vale informou que foi comunicada pela empresa sul-coreana Polaris, proprietária e operadora do navio, que a embarcação sofreu avaria na proa após deixar o terminal marítimo de Ponta da Madeira, em São Luís (MA), na noite de segunda-feira (24), já fora do canal de acesso ao porto. Até o momento, a Vale não informou nem o volume de minério nem a quantidade de combustível a bordo do navio, que tem capacidade para transporte da ordem de 300 mil toneladas de minério.

De acordo com a Vale, a Polaris também reportou que, por medida de precaução, os 20 tripulantes foram evacuados com segurança e que o comandante do navio adotou manobra de encalhe a cerca de 100 quilômetros da costa de São Luís. “Como operadora portuária, a Vale está atuando com suporte técnico-operacional, com o envio de rebocadores, e colaborando com as autoridades marítimas", disse a Vale em nota.

A proprietária do Stellar Banner explicou que um dos tanques sofreu alguns danos, mas ressaltou que todos os porões de carga se encontram intactos e que a situação está sob controle. De acordo com a empresa, o navio (300.660 Dwt) passará por inspeções para avaliação dos danos e uma empresa de resgate foi organizada para fins de contingência. A Polaris relata que a embarcação entrou em contato com o fundo do mar depois de partir da Ponta da Madeira aproximadamente às 21h30 do horário local do dia 24. O armador destacou que todos os membros da tripulação estão seguros e que não há contaminação. "Todas as autoridades foram acionadas de acordo com os procedimentos padrão"​, salienta a empresa em nota.

A Capitania dos Portos do Maranhão (CPMA), informou que, na manhã da última terça-feira (25), tomou conhecimento, por meio de uma agência marítima, de que o navio Stellar Banner apresentou um problema, ainda não identificado, nas proximidades da boia número 1 no canal da Baía de São Marcos, cerca de 32 milhas do Farol de Santana. Segundo a capitania, o incidente ocorreu no dia 24, por volta das 21h30. Foram identificados dois vazamentos avante da embarcação. De acordo com a CPMA, o navio encontrava-se encalhado na tarde desta quarta-feira (26).

"Quatro rebocadores se deslocaram em direção ao navio para coletar mais informações e prestar apoio, caso necessário. A tripulação permanece em segurança na área à bordo dos rebocadores enviados. A Marinha instaurou um inquérito administrativo para apurar causas, circunstâncias e responsabilidades do incidente", informa a capitania.

Na manhã desta quarta-feira (26), ocorreu uma reunião com o agente marítimo, representante da Vale, autoridade portuária e com dois membros da empresa Ardent Global, contratada pelo armador para apresentar tão logo possível o plano de salvatagem desta embarcação. Um rebocador com material para conter possíveis danos ambientais foi enviado pela Vale ao local a fim de prevenir futuras possibilidades de vazamento.

Fonte: Portos e Navios – Danilo Oliveira

NOTA:

O SINAVAL lamenta mais este acidente com navios a serviço da Vale e continuará a acompanhar o noticiário sobre o assunto.

Em que pese o fato de, felizmente, desta vez não ter havido perdas de vidas humanas, as perdas materiais levam à reflexão de que, como ocorreu em 2011 com a primeira operação de carregamento de um navio da Vale em Porto da Madeira, no Maranhão, e com o naufrágio de outro grande navio na costa uruguaia em 2017 com várias mortes, este novo acidente com um navio construído na Ásia a serviço da Companhia é uma demonstração de que um produto estrangeiro aparentemente barato pode trazer sérios riscos para a empresa e para o Brasil.

A opção pela contratação de navios na Ásia a pretexto de serem mais baratos do que seus similares produzidos no Brasil deveria, em nosso entendimento, ser repensada. Essa reflexão pode, também, ser estendida à Petrobras, que decidiu adquirir suas plataformas na Ásia, em detrimento da indústria naval nacional, e já teve problemas com a qualidade do produto recebido, como ocorreu com a plataforma P-67.

Lembremos que aquela unidade, do tipo FPSO, depois de chegar da China em julho de 2018, passou por reparos demorados na Baía de Guanabara antes de entrar em serviço no campo de Lula Norte, na Bacia de Santos. O prejuízo com o adiamento da produção de petróleo em mais de seis meses por essa plataforma nunca foi observado com as plataformas produzidas no Brasil, lançando dúvidas se a opção pela construção de plataformas na Ásia é realmente a mais conveniente para o País.

27/02/2020|Seção: Destaque 300px, Notícias da Semana|Tags:, , |

Marinha: Nota de Esclarecimento – Matéria Míriam Leitão

Em relação à coluna da jornalista Míriam Leitão “O liberalismo à moda da casa”, publicada hoje (01/02), no jornal “O Globo”, a Marinha do Brasil esclarece que a Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron), por ser uma estatal não dependente do orçamento federal, foi capitalizada para investimentos na iniciativa privada, sem afetar o Resultado Primário Consolidado do Governo e a Regra do Teto de Gastos, visando atender a programas estratégicos, como a construção de navios Classe Tamandaré e Navio de Apoio Antártico, sem utilização na aquisição, pela primeira vez, de financiamento externo. Leia mais.

04/02/2020|Seção: Destaque 300px|Tags:, , |

EBR entrega mais um projeto no prazo

O Estaleiro EBR concluiu em janeiro de 2020 a fabricação de dois módulos para a plataforma FPSO Guanabara MV31, que está sendo construída pela MODEC Offshore Production Systems (Singapore) Pte. Ltd. e operará no Campo de Mero, na gigantesca área do pré-sal na costa do Brasil.

Destinados ao tratamento e injeção de água do mar para incorporação à planta de processo da unidade, os módulos foram embarcados no dia 31 de Janeiro rumo a China. “Com o escopo sob responsabilidade do EBR finalizado, fizemos o load-out dos módulos exatamente na data definida pela MODEC e com alto nível de qualidade. Com um gerenciamento bem-feito, cumprimos rigorosamente nosso compromisso com o cliente, sem nenhum acidente com afastamento”, destaca o CEO do Estaleiro EBR, Maurício Godoy.

Segundo o gerente comercial do EBR, Luiz Felipe Camargo, a construção dos módulos começou em janeiro de 2019. “Esse projeto marca o início do relacionamento do EBR com a MODEC e comprova a nossa capacidade de entrega dentro do prazo, com alta qualidade e atendendo rigorosos padrões de segurança”, afirma Luiz Felipe.

O gerente comercial do EBR destaca ainda que há a expectativa de aumento dos projetos de plataformas no mercado privado em decorrência da retomada dos leilões realizados pelo governo brasileiro. “Com a entrega do FPSO P-74, que levou a empresa a conquistar o prêmio de melhor fornecedor do ano da Petrobras, e agora, com o load-out dos módulos do FPSO Guanabara MV31 dentro do prazo, o EBR assume uma posição de destaque para conquistar novos projetos.”

Segundo ele, a continuidade de projetos no estaleiro é importante para a empresa melhorar continuamente sua competitividade, preservando empregos para os brasileiros. “Vislumbramos uma retomada no setor de construção offshore nos próximos meses, e o EBR está bem posicionado para participar dessas oportunidades”, conclui Luiz Felipe.

03/02/2020|Seção: Destaque 300px|Tags:, |

Queremos indústria naval no Brasil?


Esta pergunta, que vale alguns bilhões de dólares e milhares de empregos no Brasil, precisa ser respondida pelo Governo Federal através de uma Política de Estado.

Historicamente, a indústria naval brasileira sempre viveu de soluços. São anos de bonança com obras e empregos e, depois, anos de terra arrasada, com grande desemprego, como estamos passando nos últimos quatro anos.

Mundialmente, os países que têm a indústria naval como um segmento importante implementam políticas para o desenvolvimento e a manutenção dessa indústria, o que é de conhecimento de quem entende minimamente do assunto, como podemos demonstrar abaixo.

Na China, o governo central é sócio dos estaleiros e garante, através de intervenção direta, que os preços praticados sejam muito mais baratos que os observados no mercado mundial, somando-se a isso, ainda, o fato de que os empregados chineses não têm os benefícios que hoje são pagos por toda a indústria brasileira.

No Japão, observa-se uma estreita cooperação do setor marítimo com o sistema bancário do país, fazendo com que os financiamentos sejam concedidos com taxas de juros muito atrativas, chegando a ser perto de zero por cento ao ano. A alta produtividade da indústria naval, adquirida após mais de 20 anos de investimentos no setor, e a existência de uma indústria de navipeças com atendimento praticamente de 100% das necessidades fazem com que a indústria daquele país seja muito procurada por armadores internacionais.

Na Coreia do Sul, os preços são cerca de 13% a 40% mais baixos que os próprios custos de produção, devido ao apoio governamental e à ampliação e instalação dos estaleiros como unidades de produção no ‘estado da arte’, com especialização no nicho de navios de grande porte, especialmente os VLCCs. Mas isso só foi possível, também, após 30 anos de investimentos no setor incentivados pelo governo local.

Nos EUA, o “Jones Act” é o compromisso de Estado da economia americana com o crescimento do emprego e a soberania nacional. Essa lei, basicamente, obriga que a cabotagem seja feita por navios de bandeira americana produzidos em estaleiros americanos e de propriedade de cidadãos americanos.

Como podemos ver, os países que têm uma indústria naval forte, independentemente de seu espectro político, só são fortes nessa indústria devido à intervenção do Estado. Não é razoável, portanto, supor que teremos uma indústria naval forte no Brasil se não tivermos o apoio de uma Política de Estado patrocinada pelo Governo Federal.

O Governo atual cobra do setor que ele seja competitivo. Podemos afirmar que, em igualdade de condições, somos competitivos — mas só em igualdade de condições, porque, enquanto tivermos os custos trabalhistas e tributários que temos e não forem sanadas as deficiências na infraestrutura logística do país que encarecem nossos custos, aliados à falta de navipeças no Brasil, não teremos como sermos competitivos, apesar da excelente qualidade da mão de obra brasileira.

A indústria naval precisa de perenidade em encomendas por pelo menos 20 anos, pois, sem isso, não conseguiremos atingir os índices internacionais de produtividade. Precisamos de linhas de crédito competitivas e de um Fundo Garantidor para estruturação de financiamentos, além de um conteúdo local adequado para que tenhamos uma indústria de navipeças no Brasil em condições de atender nossas necessidades para que, com isso, possamos baratear nossos custos.

Além disso, precisamos de uma reforma tributária eficaz para que possamos ter preços competitivos com os praticados no mercado internacional e, com isso, não dependermos somente da demanda local.

Escutamos constantemente que esta indústria já foi muito ajudada pelo Governo e não decolou. Isso não é verdade, pois quem conhece nossa indústria sabe que entregamos mais de 500 embarcações em pouco mais de oito anos: navios petroleiros, gaseiros, de apoio marítimo (PSVs, AHTSs, PLSVs e outros), bem como várias plataformas marítimas, completas ou com montagem e integração de módulos. E tudo isso foi feito com qualidade muito superior às obras navais que hoje recebemos, vindas da China e de outros países asiáticos.

No Brasil, setores como a indústria automobilística e a agricultura recebem subsídios diretos do Estado brasileiro há muitas dezenas de anos e não vemos nenhuma perspectiva de modificação nessa prática, apesar do discurso de que o mercado tem de ser o parâmetro. No caso desses dois setores, não só o mercado, mas também os subsídios, é que ditam o crescimento.

Portanto, a resposta à pergunta que vale bilhões de dólares e milhares de empregos no Brasil, que a indústria naval aguarda, deve vir da vontade de criar uma Política de Estado adequada por parte do Governo Federal.

Ariovaldo Rocha – Presidente do Sinaval

24/01/2020|Seção: Artigos, Destaque 300px||

O papel da Indústria Naval na economia e na geração de empregos

O baixo crescimento de nossa economia, somado ao grande número de desempregados no Brasil, tem sido fruto de uma política estrategicamente equivocada da percepção do papel da indústria de transformação no desenvolvimento do País. Leia mais.
Ariovaldo Rocha – Presidente do SINAVAL

13/12/2019|Seção: Artigos, Destaque 300px||

Apoio portuário e navegação interior são destaques entre novas prioridades do FMM

Projetos de apoio portuário e de navegação foram os destaques entre as novas prioridades concedidas pelo Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante (CDFMM) durante a 42ª reunião ordinária, realizada no último dia 4, em Brasília. Na ocasião, a Sulnorte obteve prioridade para construção de 10 rebocadores portuários de 75 toneladas de tração estática (TTE), no Estaleiro Rio Maguari (PA), com valor total de R$ 321 milhões. A Starnav recebeu a prioridade para construção de quatro rebocadores azimutais de 80 TTE, no estaleiro Detroit (SC), com valor total de R$ 151 milhões. A Internacional Marítima conseguiu prioridade para construção de um dique flutuante, três empurradores 4000 BHP, no Estaleiro INC - Indústria Naval Catarinense, com valor total de R$ 103,2 milhões. Somente essas aprovações totalizam R$ 575 milhões, mais da metade dos R$ 1,1 bilhão aprovados nessa reunião para novos projetos.

12/12/2019|Seção: Destaque 300px, Notícias da Semana|Tags:, |