Polos navais no Rio Grande do Sul preparam retomada
Número de vagas deve duplicar em relação ao atual a partir do próximo mês, quando as operações recuperam ritmo nos três centros do Estado voltados à montagem de plataformas de produção de petróleo.
BRASÍLIA - A Petrobras fechou na última sexta-feira empréstimo de US$ 500 milhões com o banco japonês Mizuho para construir oito cascos de navios-plataforma. O contrato inclui um acordo suplementar de seguro para o projeto de construção com a Nippong Export and Investment Insurance (Nexi).
Retomado em agosto de 2012, após dez anos sem projetos, o estaleiro Inhaúma está terminando a conversão do FPSO P-74 e já tem programada também a conversão de outros três navios do tipo VLCC em três cascos de modelos FPSOs que vão operar no campo de Búzios.
O Banco Mizuho, do Japão, deve financiar US$ 500 milhões a programas de desenvolvimento da produção de petróleo da Petrobras, informam fontes do mercado financeioa internacional. O empréstimo dever acontecer durante a visita do primeiro ministro japonês, Shinzo Abe.
A brasileira Petrobras recebeu propostas de três consórcios na licitação internacional para afretamento de plataforma de produção tipo FPSO para os campos produtores de Tartaruga Verde e Tartaruga Mestiça, na bacia de Campos.
O FPSO Cidade de Ilhabela está com 95,7% das obras concluídas e será entregue no terceiro trimestre deste ano, segundo nota divulgada pela Petrobras.
O Brasil recebeu, na terça-feira (23/7/2014), pela primeira vez, uma autorização da Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos (Isba, em inglês) para realizar pesquisa e exploração de minérios numa área no Atlântico Sul, localizada além das águas jurisdicionais do país.
A esperança para a permanência no Rio Grande do Sul do contrato com a Petrobras para a produção de 24 módulos para uso em plataformas de petróleo, orçado em US$ 800 milhões, continua em uma associação esperada há quatro meses, até agora não confirmada e sem prazo para um desfecho.
A dificuldade da indústria em identificar uma demanda fixa de conteúdo local de bens e serviços para a exploração do pré-sal pela Petrobras está levando o desempenho do Inova Petro 2, programa de inovação operado pelo BNDES e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), a ficar abaixo do esperado.
O Polo Naval do Jacuí foi lançado no ano passado. O governo ofereceu incentivos para as empresas se instalarem no local, e, sem o contrato da Petrobras, a iniciativa dificilmente sairá do papel.