Construção no Brasil beneficiaria mercado de trabalho; P-82 é a segunda de série de 5 plataformas gigantes da Petrobras.
A plataforma P-82 deixou, neste domingo (18), o estaleiro Tuas Boulevard Yard, em Singapura, rumo ao campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos, o maior campo em reservas e em produção do Brasil. A P-82 faz parte do conjunto de seis plataformas gigantes da Petrobras, com capacidade nominal para produzir 225 mil bdp e comprimir 12 milhões de metros cúbicos de gás, entre as maiores da indústria mundial.
O contrato para a construção da plataforma FPSO P-82 foi firmado com a Sembcorp Marine (atual Seatrium) pelo valor de US$ 3,7 bilhões. Parte dos módulos foram fabricados na China e no Brasil, no Seatrium Aracruz, no Espírito Santo.
Segundo dados divulgados em 2022 pelo Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), cada bilhão de reais de investimento na construção de uma plataforma gera 26,3 mil empregos. Assim, a P-82, se tivesse sido construída no Brasil, teria gerado o equivalente a 494 mil empregos. Os módulos construídos no Espírito Santos absorveram pequena parte desses postos de trabalho.
A P-82 é a segunda a vir para o campo de Búzios em menos de um mês e deve entrar em operação no ano que vem. Assim como a P-80, que iniciou viagem para o Brasil em 30 de setembro, a unidade tem 345,3 metros de comprimento, 60 metros de largura e pesa mais de 100 mil toneladas. As outras plataformas da série 80, P-83, P-84 e a P-85, são destinadas aos campos de Búzios, Atapu e Sépia, todos no pré-sal da Bacia de Santos.
“Mesmo com reconhecimento mundial em desenvolver e entregar plataformas de grande porte para operar nas águas profundas brasileiras, a Petrobras está sempre atenta a melhorias. Isso inclui o diálogo permanente com os estaleiros e os diversos fornecedores e a incorporação de lições aprendidas e inovações”, destaca Renata Baruzzi, diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação da Petrobras.
Os investimentos previstos pela Petrobras para o período 2026-30 são de US$109 bilhões, dos quais 75% voltados para a atividade de Exploração & Produção.
O campo de Búzios é operado pela Petrobras, que tem como parceiras as empresas CNOOC e CNPC, além da Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA). A previsão é de que ele tenha 11 plataformas operando ao final de 2027.








