Porto do Açu estuda viabilidade de uma área para desenvolvimento da atividade e da reciclagem do aço no complexo, além dos serviços de acostagem de plataformas.
A administração do Porto do Açu (RJ) estuda a possibilidade de ampliar as atividades em plataformas de petróleo no final da vida útil. A empresa estuda a viabilidade de investimentos em uma área do complexo para o corte de chapas, o que seria uma nova etapa de desenvolvimento.
Atualmente, uma área do molhe sul está com duas plataformas da Petrobras. A antiga FPSO P-37 chegou em 2024 e a P-26, do tipo semisubmersível, foi acostada no último dia 20 de agosto. Os contratos da operadora com o porto preveem somente a acostagem e serviços de limpeza dos cascos, mas o corte e a destinação das unidades dependem de alguns investimentos em estrutura e sucesso nas licitações conduzidas pela petroleira.
O CEO do Porto do Açu, Eugênio Figueiredo, disse que a empresa vem conversando com players do setor siderúrgico, como a Gerdau, que potencialmente têm o perfil de compradores do aço.
Uma unidade do tipo FPSO tem cerca de 40 mil toneladas de aço. Uma semisubmersível de 12 mil toneladas a 13 mil toneladas
No Açu ficaram acostadas recentemente duas ex-plataformas da Petrobras que foram vendidas para a Gerdau. A P-32, que foi desmantelada no Estaleiro Rio Grande (RS), e a P-33, que foi levada para a mesma instalação em agosto. Há previsão de que a P-19 chegue no Açu no último trimestre de 2026 ou no primeiro de 2027.
Figueiredo explicou que a nova vertente de negócios seguirá todos os padrões da Convenção de Hong Kong, que entrou em vigor em meados de 2025. O Porto do Açu tem parceria com a empresa norueguesa IKM, especializada em reciclagem.







