Belov e Braserv esperam aprovação final para iniciar abandono definitivo de cinco poços e descomissionamento de seis jaquetas no campo de Itaparica
O consórcio formado pela Belov e a Braserv espera iniciar, nos próximos dias, o contrato para o abandono e descomissionamento do Campo de Itaparica, na Baía de Todos os Santos. O termo, formalizado com a Petrobras em março deste ano, é do tipo EPRD (Engenharia, Preparação, Remoção e Disposição), que abrange o abandono definitivo de cinco poços e o descomissionamento de seis jaquetas. O projeto, conquistado no fim de 2025, será executado em uma área de águas rasas pelo consórcio, que tem a Belov como líder. O contrato é da ordem de R$ 50 milhões.
“Atualmente, os projetos de engenharia encontram-se em fase final de aprovação e, nos próximos dias, os serviços deverão ser iniciados em campo”, disse à Portos e Navios o diretor da Belov, Juracy Gesteira Vilas-Bôas. Ele explicou que o escopo de Itaparica abrange survey, projetos de descomissionamento, abandono permanente de poços marítimos, reabilitação estrutural quando aplicável, arrasamento, remoção de linhas, retirada de sucatas metálicas, descontaminação e destino final, ou seja, o descomissionamento integral de jaquetas.
A empresa atua no descomissionamento por meio de frentes integradas de engenharia, survey, ROV, operações subaquáticas, logística marítima e gestão ambiental. O principal foco da Belov está no descomissionamento de plataformas fixas, sem abrir mão de parcerias estratégicas para serviços de mergulho, survey e ROV, que permitem à empresa também apoiar projetos relacionados a plataformas flutuantes.
No estaleiro localizado na Bahia, a Belov oferece suporte estrutural às atividades de descomissionamento de navios e plataformas fixas e flutuantes. A empresa tem em seu portfólio o desmonte de dois navios, com reaproveitamento de ativos em balsas e draga, além da destinação do aço excedente para reciclagem, além do descomissionamento dos faroletes do canal de acesso ao Terminal Madre de Deus (Temadre).
Vilas-Bôas destacou que a Belov conta com estrutura e engenharia próprias para executar a maior parte das atividades relacionadas ao descomissionamento, desmantelamento e preparação para reciclagem. “Quando o projeto demanda competências específicas, como o abandono de poços antes do descomissionamento e do desmantelamento de jaquetas, buscamos associação com parceiros de reconhecida capacidade técnica, como ocorreu no consórcio firmado com a Braserv para o projeto do Campo de Itaparica”, ressaltou.
Pela localização, a Belov enxerga as melhores oportunidades relacionadas às jaquetas do Nordeste. “A vitória na licitação para o descomissionamento das jaquetas de Itaparica, com preço significativamente inferior ao do segundo colocado, reforça nossa percepção de que temos condições de ser bastante competitivos em outros projetos semelhantes na região, especialmente em estados como Sergipe e Rio Grande do Norte”, projetou o diretor. A empresa também trabalha para consolidar parcerias estratégicas que a permitam avançar também em outras regiões com forte potencial, como a Bacia de Santos.







