O estaleiro Inhaúma voltará à vida na segunda-feira quando receberá a plataforma P-35 para reparos e modernizações

  • 16/10/2026

A plataforma P-35 chegará ao Estaleiro Inhaúma na próxima segunda-feira (19) para modernizações e reparos.

O Inhaúma é o antigo Estaleiro Ishikawagima, no Caju, no Rio de Janeiro, inaugurado ao final de década de 1950 e que estava inoperante para obras de construção e reparo naval há cerca de 10 anos. Uma turma de engenheiros da Petrobrás, comandada por Wagner Victer, e o pessoal da gerência de petróleo e gás da Firjan, comandada pela gerente Karine Fragoso, estiveram no estaleiro para ver o dique seco gigante, que já está totalmente esgotado e com a porta batel vedando. Segundo os operadores da instalação que constituíram a empresa Clip Offshore, a Gávea Logistics e a filipina ICTS, de origem Filipina, em menos de 90 dias, tudo estaria apto a receber obras no Dique Seco com potencial de geração de milhares de empregos na indústria naval.

Na próxima segunda feira, a plataforma P35 deverá ser acostada no estaleiro após receber intervenções de desmontagem de parte do Flare e do Turret para poder passar por baixo do vão central da Ponte Rio Niterói e ficará a vista de todos que cruzarem a Ponte. Depois da visita, o engenheiro Wagner Victer disse que

“Para mim como engenheiro que fez pela Petrobras há mais de 30 anos o primeiro FPSO com Turret, que foi a P34 para o sistema piloto de Barracuda e que atuei como Secretário estadual da pasta, revitalizando os estaleiros, foi uma emoção especial. Na saída fomos visitar o frondoso Pau Brasil plantado em 1967 pelo então Príncipe japonês Akihito que ainda está com a placa de registro do plantio. Na Bíblia há uma passagem no velho testamento no Livro do Profeta Ezequiel 37, a dos “Vale dos Ossos Secos” que retrata essa passagem em meu coração pois sempre tive a fé nessa retomada.”

Para lembrar o navio-plataforma P-35 foi construído originalmente no final dos anos 1970 como o navio petroleiro José Bonifácio, e em 1990, convertido em FPSO. Ele atuou por 27 anos no Campo de Marlim, na Bacia de Campos até o dia 30 de abril deste ano, marcando o fim de seu ciclo produtivo. A plataforma foi direcionada ao Estaleiro de Inhaúma, no Caju, depois de ficar atracada na base naval no Rio de Janeiro para estudos técnicos sobre seu reaproveitamento ou descomissionamento. A Petrobrás estuda a reutilização de seu casco em novos projetos ou o desmantelamento de partes do topside.

Fonte: Petronotícias
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