FMM tem carteira de R$ 95 bilhões para próximos 4 anos, diz Franca

  • 28/10/2026

Ministro de portos e aeroportos estima que um terço dos financiamentos do fundo setorial até 2030 venham a ser destinados a projetos de infraestrutura portuária

A carteira de financiamento do Fundo da Marinha Mercante (FMM) tem uma previsão de mais R$ 95 bilhões a serem aprovados nos próximos quatro anos, de acordo com o ministro de portos e aeroportos, Tomé Franca. Ele disse, nesta terça-feira (27), em Brasília, que o fundo setorial já priorizou cerca de R$ 115 bilhões no ciclo atual, entre o início de 2023 e o ano corrente.

“Vemos ano a ano o crescimento da movimentação portuária brasileira. Daí a necessidade de abrir oportunidades para a produção de mais embarcações no país e de fomentar a indústria naval brasileira”, projetou Franca, durante o 13º seminário da ATP, promovido pela Associação de Terminais Portuários Privados.

O ministro disse que um terço da carteira do FMM até 2030 corresponde a projetos para infraestrutura portuária. Ele ressaltou que tudo precisa estar sustentado por previsibilidade.

“Quem investe bilhões precisa saber quais projetos estão no horizonte, confiar nos contratos e compreender como riscos serão distribuídos e saber que encontrará porta aberta para diálogo no governo federal”, afirmou.

Franca destacou que o MPor colocou em consulta pública uma política de seguros para concessões de infraestrutura para portos, aeroportos e hidrovias. “Queremos melhorar a identificação dos riscos, avaliar a disponibilidade de coberturas e definir de maneira mais clara a responsabilidade dos contratos”, disse.

Na abertura do evento, o diretor-presidente da ATP, Murillo Barbosa, defendeu planejamento integrado, segurança jurídica, previsibilidade regulatória e processos públicos eficientes. “O Brasil dos próximos quatro anos começa nas decisões que tomamos hoje, na qualidade do diálogo, na capacidade de planejar e executar e na disposição de compromissos que tenham continuidade”, afirmou.

A associação entende que investimentos exigem planejamento, confiança e visão de longo prazo e que cada terminal construído, operação ampliada e tecnologia incorporada representam uma aposta no futuro do Brasil. “Essas condições dão confiança a quem investe e permitem que projetos se convertam em capacidade, empregos e desenvolvimento”, apontou Barbosa.

Fonte: Portos e Navios – Danilo Oliveira
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