Mostra de Armamento do Navio-Patrulha ‘Mangaratiba’ marca a incorporação do navio à Marinha do Brasil

  • 30/10/2026

A cerimônia foi realizada no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, onde o navio foi construído

A Marinha do Brasil realizou nesta sexta-feira, 30 de outubro de 2026, a Mostra de Armamento do Navio-Patrulha “Mangaratiba” (P73), o quarto navio da Classe “Macaé”.

Construído no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ), o NPa “Mangaratiba” é uma embarcação projetada para atender a múltiplas funções operativas com eficiência e autonomia, especialmente missões de busca e salvamento, no apoio à população em áreas isoladas e no patrulhamento e proteção das plataformas de petróleo e gás.

A cerimônia, presidida pelo Chefe do Estado Maior da Armada, Almirante de Esquadra Arthur Fernando Bettega Corrêa, contou com a presença da Secretária-Geral do Ministério da Defesa, Cinara Wagner Fredo, madrinha do navio.

Durante a cerimônia, os colaboradores do Arsenal de Marinha desembarcaram da embarcação, representando o fim da construção do navio, e assumiu a primeira tripulação, que vai conduzir o NavioPatrulha Mangaratiba. Foi realizado o primeiro cerimonial à bandeira a bordo e o descerramento da placa que marca a incorporação do navio à Armada Brasileira.

Transferido ao Setor Operativo da Marinha do Brasil, o Navio-Patrulha “Mangaratiba” irá atuar na área de jurisdição do 4º Distrito Naval, com sede em Belém-PA. O navio possui casco em aço e superestrutura em alumínio, aproximadamente 54,2 m de comprimento, 2,48 m de calado, deslocamento de 500 toneladas, raio de ação de aproximadamente 2.500 milhas náuticas e capacidade de operar tanto em ambiente marítimo quanto fluvial.

O P73 trouxe inovações em sua construção. O primeiro diferencial é o SisC2Geo – Sistema de Comando e Controle Georreferenciado, desenvolvido pelo Instituto de Pesquisas da Marinha (IPqM). O sistema é de tecnologia nacional e permite integrar informações provenientes de sensores, navegação, radares, enlaces de dados e sistemas de armas, apoiando a formação do quadro tático e aumentando a consciência situacional e a capacidade de decisão.

O segundo diferencial é o Sistema de Comunicação por Satélite em Banda X, destinado a proporcionar comunicação segura e de maior alcance com escalões superiores, aspecto particularmente relevante para um navio que deverá operar em regiões remotas sob responsabilidade do 4º Distrito Naval.

Além do “Mangaratiba”, também encontra-se em construção no AMRJ o NPa “Miramar” (P74), o quinto navio da classe “Macaé”, que deve ser lançado ao mar em 2028.

Sobre o Programa de Obtenção de Navios-Patrulha (PRONAPA)

O PRONAPA prevê a obtenção de onze navios-patrulha (NPa), com deslocamento de 500 toneladas cada, composto pelos navios da Classe “Macaé” e pelos NPa 500BR. Além do Mangaratiba, da Classe “Macaé” ainda serão construídas outras embarcações: o “Miramar” e o “Magé”. Os navios serão dotados de sistemas desenvolvidos pelo Instituto de Pesquisas da Marinha (IPqM), para controle e monitoramento da propulsão e também para o comando e controle, o que contribuirá para elevação do índice de conteúdo local e geração de empregos.

O programa contribui para o desenvolvimento de uma infraestrutura modernizada de manutenção e construção de meios navais, para o incremento do potencial científico tecnológico e intelectual e para o desenvolvimento da Base Industrial de Defesa (BID).

O PRONAPA está incluído no Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), do Governo Federal. A medida garantiu parte dos investimentos destinados à construção e à modernização da infraestrutura de oficinas especializadas do AMRJ, o estaleiro em atividade mais antigo do País.

DIVULGAÇÃO: Centro de Comunicação Estratégica da Marinha

Fonte: Poder Naval
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