Após reeleição de Lula, presidente da empresa disse a colaboradores que empresa continuará a ganhar musculatura e a avançar na construção de navios e na ampliação dos negócios, afastando de vez ‘fantasma da privatização
O presidente da Transpetro, Sérgio Bacci, afirmou, nesta semana, que a empresa tem tudo para se fortalecer nos próximos quatro anos. A declaração, publicada em um vídeo nas redes sociais, ocorreu numa confraternização com trabalhadores da companhia. O atual mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ficou marcado pela retomada das encomendas de navios para a frota do Sistema Petrobras, por meio do programa Mar Aberto. Bacci espera a continuidade das políticas setoriais e a construção de mais navios para renovar a frota da subsidiária da Petrobras.
Na ocasião, ele voltou a dizer que o ‘fantasma da privatização’ da Transpetro foi afastado, a exemplo do que havia dito em agosto, na Navalshore, enquanto fazia uma balanço da gestão. Em sua fala mais recente, Bacci falou que é possível que a Transpetro se torne, cada vez mais, uma empresa melhor, maior e com musculatura.
“Vamos avançar mais, vamos fazer mais navios e ampliar os nossos negócios”, projetou Bacci.
O Mar Aberto, programa de renovação e modernização da frota do Sistema Petrobras, que prevê a construção de 96 embarcações até 2032, com investimentos estimados em R$ 32 bilhões (US$ 6 bilhões) na indústria naval brasileira. A iniciativa abrange a construção e o afretamento de 40 novas embarcações de apoio marítimo, além da construção de 20 navios de cabotagem, 18 barcaças e 18 empurradores destinados à renovação da frota da Transpetro.
Em quase quatro anos, a Transpetro conseguiu estruturar e colocar em prática um dos maiores programas de renovação da frota de sua história. A atual carteira de encomendas da Transpetro, no programa Mar Aberto, inclui 16 navios, sendo 4 navios Handymax, 8 gaseiros e 4 MR1 (Medium Range 1), além de 18 barcaças e 18 empurradores. Um dos desafios, na avaliação da empresa, foi construir um modelo de contratação que reunisse segurança jurídica, governança, competitividade e capacidade de execução.
A carteira de construção da Ecovix soma cerca de US$ 1,1 bilhão, considerando as 13 embarcações do ‘Mar Aberto’. Desse total, foram contratados quatro petroleiros da classe Handymax — em parceria com o grupo Mac Laren (Consórcio Marenova), que serão construídos em Rio Grande (RS) e concluídos em Niterói (RJ). As demais encomendas incluem cinco gaseiros — navios-tanque do tipo pressurizado para transporte de gás liquefeito de petróleo (GLP) e derivados — e quatro navios de médio porte da classe MR1.
Parte da renovação da frota para a Transpetro foi contratada no exterior. É o caso de um dos lotes de gaseiros e dos navios aliviadores — ambos contratados na Ásia. O estaleiro Zhoushan Dashenzhou Shipbuilding, da China, fará a construção dos três navios gaseiros semirrefrigerados, cada um com capacidade para transportar 10 mil metros cúbicos (m³) de GLP e derivados. O estaleiro da Samsung Heavy Industries, na Coreia do Sul, está construindo 9 aliviadores de posicionamento dinâmico (DP). Já os 18 empurradores começaram a ser construídos no Indústria Naval Catarinense (INC), em Itajaí (SC). As 18 barcaças foram encomendas ao Estaleiro Beconal, em Manaus (AM), cujas obras também estão em andamento.
A empresa atualmente conta com uma frota com 32 navios que prestam serviços de transporte marítimo na cabotagem brasileira, na navegação de longo curso e também no alívio de plataformas. Durante a Navalshore 2026, a Transpetro reiterou que vislumbra novas possibilidades de atendimento a clientes externos, além do sistema Petrobras, por meio de melhorias da infraestrutura atual e dos programas de ampliação da capacidade operacional, como o Mar Aberto.
A aposta está num modelo de multimodalidade, integrando o transporte marítimo, dutos e terminais, além dos investimentos em navegação interior e logística rodoviária. A Transpetro também incorporou da Petrobras a subsidiária da PB-Log, atualmente denominada TP-Log, que possui ativos ligados ao apoio marítimo.








