O ‘xerife’ vai regular ou negociar?
Pedido de waiver para isenção do cumprimento das exigências contratuais de conteúdo local do FPSO Libra 1 coloca em xeque a ANP
Pedido de waiver para isenção do cumprimento das exigências contratuais de conteúdo local do FPSO Libra 1 coloca em xeque a ANP
A indústria se impôs. Difícil qualificar de outra forma a maneira contundente como associações, entidades de classe, empresas e sindicatos se colocaram na audiência pública do pedido de waiver de Libra nesta terça-feira (18), no Rio de Janeiro. O presidente da Petrobras, Pedro Parente, o presidente do IBP, Jorge Camargo, e o diretor geral da ANP, Décio Oddone, que se ausentaram do evento, perderam uma grande oportunidade de encarar a realidade do mercado. Empresários, líderes industriais, representantes de movimentos sindicais e trabalhadores apresentaram, um a um, suas qualificações, suas competências e seu alto nível de competitividade, num mar de ociosidade que marca o momento atual da indústria de óleo e gás brasileira, em defesa do conteúdo local no FPSO que será usado no campo do pré-sal.
A Petrobras estima que, mesmo obtendo o aval da Agência Nacional de Petróleo (ANP) para contratar no exterior o afretamento da primeira plataforma do megaprojeto de Libra, cerca de 40% dos gastos com a construção da embarcação ficarão no Brasil. Em meio às críticas da cadeia de fornecedores nacionais, a Petrobras saiu ontem em defesa do pedido de perdão pelo não cumprimento dos compromissos de conteúdo local ("waiver", em inglês) para contratação da unidade flutuante (FPSO), estimada em US$ 1,5 bilhão.
Estatal pediu à ANP para se livrar de exigências de conteúdo local no projeto. Libra é um das maiores reservas do pré-sal brasileiro e estatal está definindo um projeto piloto para a exploração de petróleo.
Fabricantes de equipamentos do setor petrolífero no país estão questionando o pedido da Petrobras para contratar integralmente no exterior a primeira plataforma para a área de Libra, no pré-sal na Bacia de Santos. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) realiza nesta terça-feira uma audiência pública para discutir o chamado pedido de waiver feito pela Petrobras – solicitação para dispensar o cumprimento do conteúdo local previsto no contrato assinado em 2013.
O diretor da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), José Gutman, indicou nesta terça-feira que o órgão regulador pode vir a conceder um ‘waiver’ (perdão pelo não cumprimento dos compromissos de nacionalização) parcial para o projeto de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos. A ANP ainda não tem prazo para dar um posicionamento ao consórcio, liderado pela Petrobras, em sociedade com a Shell, Total, CNPC e CNOOC.
Sob críticas de fabricantes de equipamentos e trabalhadores, a Petrobras defendeu nesta terça (18) que cerca de 40% dos gastos da primeira plataforma da área de Libra, maior descoberta do pré-sal, devem ficar no país.
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) iniciou nesta terça-feira, 18, a audiência pública para ouvir o mercado sobre o pedido de exoneração, feito pela Petrobras, do compromisso de aquisição local dos bens e serviços previstos em contrato para a construção da plataforma que irá produzir o primeiro óleo no campo de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos.
Apresentação do SINAVAL na Audiência Pública da ANP conduzida pela representante Daniela Santos referente ao pedido de waiver da Petrobras para construção do FPSO de Libra.
A Petrobras pretende recorrer ao Superior Tribunal de justiça (STJ) contra a decisão da 20ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de janeiro (TJRJ), que confirmou decisão na primeira instância e manteve em vigor um contrato de afretamento de sonda entre a estatal e a Diamond Offshore.