‘Jones Act’ contribuiu para 30% a mais empregos na indústria marítima dos EUA, aponta instituto

  • 04/04/2019

O setor marítimo dos Estados Unidos registrou aumento de 30% no número de postos de trabalho locais. De acordo com o Transportation Institute, esse aumento foi possível graças ao Jones Act, lei de 1920 que garante que o transporte de cabotagem pela costa americana seja realizado por embarcações construídas no país, de propriedade de armadores locais e tripuladas por americanos, promovendo a manutenção da base industrial marítima dos EUA. Segundo o instituto, a indústria hoje emprega perto de 650 mil americanos, dos 50 estados, e contribui com US$ 154 bilhões para o crescimento econômico anual do país.

O Transportation Institute, organização sem fins lucrativos dos EUA dedicada à educação e promoção da pesquisa marítima, avalia que o incremento também reflete o crescimento dos empregos dos EUA e as baixas taxas de desemprego observadas nos últimos meses. Em janeiro, foram criadas 304 mil vagas de emprego nos Estados Unidos. Um estudo recém-publicado pela PricewaterhouseCoopers (PWC) para o Instituto de Transportes destacou alguns benefícios econômicos da indústria marítima doméstica.

A publicação concluiu que a aplicação do Jones Act na indústria marítima contribui anualmente com mais de US$ 154 bilhões para produção econômica do país e gera US$ 41 bilhões em renda para os trabalhadores americanos a cada ano, acrescentando US$ 72 bilhões anualmente ao valor da produção econômica do país. O relatório destaca ainda que cada vaga de trabalho em um estaleiro gera quatro empregos em outras áreas da economia norte-americana.

“Este novo estudo mostra o espetacular impacto que nossa indústria tem no bem-estar geral do nosso país, especialmente fornecendo sustento a 650 mil trabalhadores americanos”, comentou James L. Henry, presidente do instituto.

Os 40 mil navios inseridos no Jones Act movimentam quase um bilhão de toneladas de carga por ano — ou cerca de um quarto do frete nacional — em hidrovias, grandes lagos e no mar para territórios dos EUA, Havaí, Alasca e Porto Rico. Segundo o instituto, as mercadorias embarcadas abrangem uma variedade de produtos, desde matérias-primas e commodities, como carvão e petróleo bruto, até produtos para consumo que enchem as prateleiras de supermercados em todo o país.

Fonte: Portos e Navios – Danilo Oliveira
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