Estaleiro Detroit (Itajaí-SC)

Com projetos para o Chile, Detroit Brasil mira outras oportunidades no exterior

  • 14/10/2020

Estaleiro Detroit (Itajaí-SC)

Estaleiro em Santa Catarina tem na carteira duas embarcações do tipo live fish carriers que serão entregues para operações no Chile, além de outros 4 rebocadores de 80 toneladas de BP destinados à frota de apoio portuário operada pela Starnav, subsidiária do grupo.

A carteira atual de encomendas do estaleiro Detroit (SC) conta com a construção de quatro rebocadores portuários de 80 toneladas de tração estática (bollard pull) e duas embarcações do tipo live fish carriers. Os navios trasportadores de pescados vivos vão para o Chile e serão operados pela Detroit S.A, por meio da divisão naval do grupo. Já os rebocadores integrarão a frota de apoio portuário operada pela Starnav. O primeiro live fish carrier está previsto para ser entregue até meados de novembro deste ano. De acordo com o Detroit, a segunda embarcação iniciará viagem ao Chile no começo do quarto trimestre de 2021. Já os quatro rebocadores serão entregues, sequencialmente, a partir do último trimestre de 2021, até o final do primeiro semestre de 2022.

O Detroit destacou a reunião de conhecimentos e experiências a fim de entregar a embarcação e uma solução completa ao armador, atendendo aos requerimentos mais modernos do mercado de aquicultura. O grupo atribuiu a conquista desses contratos aos investimentos em pessoas e tecnologia, o que permitiu integrar diversos fornecedores catarinenses, nacionais e internacionais, culminando numa embarcação com alto grau tecnológico, funcional e eficiente.

O diretor do Detroit Brasil, Juliano Freitas, disse que o grupo está entusiasmado com o desafio e consciente da importância destas obras diante de um cenário em que a maior parte do mercado naval nacional já enfrenta dificuldades há alguns anos. Ele destacou que, desde a primeira obra entregue em 2003, o estaleiro sempre manteve construções ativas em sua carteira. “As atuais exportações de live fish carriers são emblemáticas, pois expandem nossa fronteira de atuação, bem como sinalizam o Brasil como um player relevante no mercado internacional. Continuaremos a trabalhar forte em defesa da construção naval brasileira”, afirmou Freitas.

A avaliação do grupo é que os desafios de construir embarcações no Brasil não são menores, contudo, algumas áreas têm demonstrado maior sucesso. Freitas ressaltou a competitividade para as embarcações de apoio, bastante competitivo do ponto de vista técnico e financeiro. Para o diretor, o mercado nacional evoluiu muito nas últimas duas décadas, alcançando o padrão de qualidade dos principais mercados mundiais. Freitas afirma que o estaleiro se especializou em um mercado específico, entregando um número importante de embarcações construídas no Brasil.

Ele acredita que, com mais de 100 embarcações propulsadas entregues nos últimos 17 anos, o Detroit se apresenta como alternativa reconhecida no mercado brasileiro, com o benefício de entregar embarcações com custos menores do que os apresentados pelos mercados do hemisfério norte. “Desta perspectiva é que se inicia a internacionalização de nossa atividade”, projetou o diretor. Freitas acrescentou que o Detroit tem outras oportunidades no exterior em seu radar. “Temos mantido nossos olhos e ouvidos abertos para oportunidades interessantes de negócio. Por ora, as conversações de novas construções estão em estágio preliminar, porém, seguem avançando”, adiantou.

Fonte: Portos e Navios – Danilo Oliveira
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