Consórcio Belov Braserv fará abandono de poços e descomissionamento de jaquetas na Bahia

  • 27/04/2026

Pacote abrange serviços de projeto, abandono definitivo de 5 poços, descomissionamento de 6 jaquetas, remoção de linhas submarinas, limpeza e descarte final das estruturas retiradas

A Belov Engenharia assinou, em março, um contrato com a Petrobras para execução do abandono permanente de poços marítimos e do descomissionamento completo das jaquetas do Campo de Itaparica, na Baía de Todos os Santos. O projeto, conquistado no fim de 2025, será executado em uma área de águas rasas pelo consórcio Belov‑Braserv, tendo a Belov como líder do consórcio. O contrato é da ordem de R$ 50 milhões.

O escopo abrange seis poços, contemplando todas as etapas de projeto, reabilitação estrutural (quando aplicável) para que haja uma intervenção segura na jaqueta, abandono permanente, arrasamento dos poços, remoção de linhas e sucatas metálicas e descomissionamento integral das jaquetas.

“Haverá intervenção em seis poços, onde cinco deles terão o abandono permanente, remoção da jaqueta e linhas de produção e o sexto poço somente a remoção da jaqueta, uma vez que seu poço já foi abandonado anos atrás”, detalhou o diretor da Belov, Juracy Gesteira Vilas-Bôas. Ele explicou que a mobilização para os primeiros serviços ocorrerá após a autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O prazo contratual é de 360 dias corridos e a mobilização está prevista para até 180 dias.

A região, inserida na Área de Proteção Ambiental (APA) da Baía de Todos os Santos, demanda atenção rigorosa às condicionantes ambientais, desde o planejamento ambiental e contenção de resíduos até a destinação final adequada de efluentes e sucatas. “Trata‑se de um pacote de operações de elevada complexidade, que exige integração entre engenharia, mergulho raso, operações subaquáticas, logística marítima e gestão ambiental”, disse Vilas-Bôas à Portos e Navios.

As operações incluem atividades como inspeções subaquáticas com mergulhadores, survey do solo e subsolo, dragagem localizada, abandono permanente do poço, corte e remoção do poço e de todas as estacas em conformidade com as normas ANP, remoção de detritos em um raio de 100 metros dos poços, elaboração dos projetos executivos de abandono e descomissionamento, além de toda a documentação exigida pela Petrobras e pela agência reguladora para comprovar a execução técnica e o atendimento aos requisitos regulatórios.

Vilas-Bôas explicou que a Belov vai gerenciar todas as etapas do escopo, desde o planejamento executivo até a execução offshore. A empresa também será responsável por prover todas as embarcações, sondas de intervenção — pela consorciada Braserv —, sistemas de movimentação de cargas, equipes de mergulho, transporte marítimo e toda a infraestrutura necessária para assegurar a continuidade das operações.

A Belov Engenharia é o braço do grupo responsável por projetos de descomissionamento, enquanto o Estaleiro Belov, localizado na Bahia, é responsável pelo fornecimento de área e por serviços de desmantelamento. Além do estaleiro, o grupo conta com embarcações próprias e expertise em serviços de mergulho, serviços de ROV e de survey, além de um corpo de engenharia.

O diretor destacou que o contrato do campo de Itaparica representa um importante avanço institucional para a Belov Engenharia, consolidando sua presença no segmento de descomissionamento. “Com o crescimento das operações de abandono e retirada de estruturas de campos maduros, a empresa se posiciona para liderar projetos de grande escala e agregar valor com soluções integradas, seguras e ambientalmente responsáveis”, projetou.

Também estão no radar das empresas do setor licitações de abandono definitivo de outros poços marítimos pela Petrobras em Sergipe. A avaliação é que, após o término dessas atividades, haverá o descomissionamento dessas jaquetas.

Fonte: Portos e Navios – Danilo Oliveira
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