Os navios da Classe Macaé, vão ser empregados em missões de patrulhamento, vigilância marítima, proteção de infraestruturas críticas e apoio à segurança no mar, como plataformas de petróleo e gás.
O ministro da Defesa, José Mucio Monteiro, presidiu no dia 27 de abril (segunda-feira), a cerimônia de lançamento do Navio-Patrulha “Mangaratiba” (P73), no Arsenal de Marinha, no Centro do Rio de Janeiro (RJ). A embarcação será empregada em missões de patrulhamento, busca e salvamento, além da proteção de infraestruturas estratégicas, como plataformas de petróleo e gás. A secretária-geral do Ministério da Defesa, Cinara Wagner Fredo, e outras autoridades civis e militares também estiveram presentes.
No discurso de abertura, o ministro destacou que a entrega de mais este Navio-Patrulha representa um novo marco na indústria de defesa e no desenvolvimento do Brasil. —Essa entrega não apenas fortalece a Marinha e a Defesa, mas reflete ganhos reais, palpáveis e significativos para a economia do país, a geração de postos de trabalho qualificados e o incremento tecnológico nacional— enfatizou.
O ministro enfatizou ainda, o papel estratégico da embarcação na proteção das águas jurisdicionais brasileiras e no apoio à população, durante a coletiva de imprensa. —Esse lançamento representa mais um degrau rumo à modernização do poder naval brasileiro, com relevante emprego em áreas de imenso desafio, como nos nossos rios interiores, no atendimento de segurança e apoio a comunidades difusas pelo país, contribuindo para a salvaguarda da vida humana no mar e o combate de ilícitos em nossas águas jurisdicionais, em especial na foz do Rio Amazonas e na nova fronteira exploratória de petróleo e gás da margem equatorial — destacou.

Ao final, José Mucio ressaltou a relevância do Programa Nuclear da Marinha, especialmente a construção do navio nuclear Álvaro Alberto. —Tenho muita confiança no sucesso desse projeto e nos benefícios ao Brasil, decorrentes da pesquisa e desenvolvimento para a conclusão desse significativo marco histórico —disse.
Exportações de defesa — O ministro José Múcio é um grande incentivador e vê potencial real no fortalecimento das exportações da indústria de defesa brasileira, tanto que em março de 2026 ele lançou o Catálogo de Produtos da Base Industrial de Defesa (BID), que reúne 364 produtos de 154 empresas, incluindo embarcações tripuladas e não tripuladas para promover vendas externas. Estratégia que além de sustentar o setor conseguiria autonomia militar.
O Brasil hoje já é o maior exportador de defesa na América do Sul e busca consolidar-se entre os dez maiores do mundo até 2030.
O comandante da Marinha, almirante de esquadra Marcos Sampaio Olsen, destacou a relevância estratégica da nova embarcação e a importância da presença do Estado em áreas sensíveis do território nacional. —O novo meio integrará o Comando do 4ª Distrito Naval, cuja jurisdição agrega a foz do rio Amazonas e a margem equatorial, nova fronteira, dotada de peculiar potencial geológico e energético. É um espaço de inequívoca relevância, intensifica desafios à soberania, demandando presença efetiva e vigilância permanente do Estado brasileiro —afirmou.
A secretária-geral do Ministério da Defesa, Cinara Wagner Fredo, foi a convidada para ser madrinha da embarcação, e na ocasião, destacou o simbolismo do momento. —Como servidora pública do Ministério da Defesa fiquei muito honrada e grata pelo convite. O Mangaratiba, além de tudo, simboliza o fortalecimento da nossa Base Industrial de Defesa, seja na geração de empregos, seja na questão técnica, e mostra que estamos preparados para produzir navios patrulha dessa qualidade— afirmou.
O NPa “Mangaratiba” (P73) é o quarto navio da Classe Macaé, e foi construído no próprio Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (ASMRJ), ele possui 54,2 metros de comprimento e comporta uma tripulação de até 43 militares. Seu raio de ação é de mais de 2.500 milhas náuticas, aproximadamente cinco mil quilômetros, em velocidade de cruzeiro.






