Irani Bertolini pede a Lula melhorias nos acessos a portos e dragagem de rios da região Norte

  • 01/06/2026

Durante cerimônia em seu estaleiro, presidente do grupo trouxe demandas por asfaltamentos nos acessos aos portos de Santarém e Miritituba, além da BR-364, que dá acesso ao terminal de Porto Velho.

O diretor-presidente do Estaleiro Beconal (AM), Irani Bertolini, aproveitou a presença o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Manaus, para pedir publicamente investimentos na infraestrutura de acesso rodoviário aos portos da região e dragagens nas hidrovias. Entre as demandas, ele destacou a necessidade de terminar o asfaltamento num trecho de cerca de 30 quilômetros para chegar ao Porto de Santarém, no Pará.

“Há cinco anos estamos pedindo que o trecho seja asfaltado”, ressaltou durante cerimônia relativa à construção de 18 barcaças encomendadas ao Beconal que integram o programa Mar Aberto do Sistema Petrobras. O evento foi realizado no estaleiro do grupo Bertolini na manhã desta quarta-feira (27).

Na ocasião, Bertolini citou o trecho da estrada que dá acesso ao Porto de Miritituba, também no Pará. Segundo ele, os caminhões percorrem até mil quilômetros em estrada asfaltada e, quando se aproximam do terminal, precisam cruzar 10 quilômetros ainda de terra, o que causa dificuldade e até acidentes. “O caminhão tem dificuldade de subir a estrada, tomba e enfrenta de 30 a 40 quilômetros de filas para ser descarregado no porto”, relatou.

Bertolini reclamou também das condições para chegar ao terminal de Porto Velho, em Rondônia, pela BR-364, por causa de um trecho de cerca de 20 quilômetros sem asfalto. Segundo ele, a melhoria das estradas que dão acesso aos portos não seriam obras grandes e trariam ganhos importantes para a logística de transporte da região. “Essas coisas são muito importantes para nós, que vivemos aqui na Amazônia”, disse ao presidente.

O empresário pediu ainda atenção à manutenção dos rios da região, lembrando que precisam, para serem navegáveis e usados para o transporte de cargas e de passageiros durante todo o ano, apenas de dragagens nas épocas de seca e de sinalização. “Não são obras caras. Só queremos a pequena infraestrutura que vai ajudar muito a Amazônia”, reforçou.

Fonte: Portos e Navios – Nelson Moreira