Petrobras informou sobre saída da antiga plataforma, que estava acostada no Porto do Açu (RJ) desde 2024 e passará por processo de reciclagem no estaleiro da Ecovix, a exemplo da P-32
A antiga P-33 partiu, na última quinta-feira (23), rumo ao Estaleiro Rio Grande (RS), onde será submetida ao processo de reciclagem sustentável de embarcações. A plataforma desativada estava acostada no Porto do Açu, localizado em São João da Barra (RJ), desde fevereiro de 2024. A unidade foi vendida em 2023 para a Gerdau S.A., em parceria com o grupo Ecovix, proprietário e operador do Estaleiro Rio Grande (ERG).
A P-33 ocupará o espaço anteriormente destinado à P-32, primeira unidade de produção flutuante da Petrobras a seguir a política de reciclagem sustentável implantada pela companhia, com foco em sustentabilidade, geração de valor, segurança e respeito ao meio ambiente e às pessoas. No caso da P-32, a Ecovix informou que mais de 90% da estrutura serão reaproveitados na forma de sucata metálica. O processo da P-32 foi concluído pelo ERG no começo de junho, com a retirada do último bloco da embarcação do espaço, e a P-33 já era aguardada para chegar este mês.
A P-33, que era utilizada no Campo de Marlim, na Bacia de Campos, tem aproximadamente 337 metros de comprimento, 54,5m de largura e cerca de 45 mil toneladas. Após a desmontagem no ERG, será feito o aproveitamento da sucata metálica para produção de aço e destinação correta dos demais resíduos pela Gerdau.
Em nota, a Petrobras informou que acompanha todas as etapas do plano de desmantelamento a fim de garantir o cumprimento das melhores práticas ASG (Ambiental, Social e Governança) da indústria mundial. O plano estratégico da Petrobras prevê o descomissionamento de 18 plataformas até 2030, sendo sete plataformas fixas e 11 unidades flutuantes.
No Porto do Açu, que também abrigou a P-32 antes do desmonte, está acostada a plataformas P-26, do tipo semissubmersível. Os calendários de retirada são definidos pela Petrobras, após avaliações técnicas. O contrato original foi firmado com até três anos de vigência, podendo ser prorrogado por aditivos.
Cronograma
Apesar das encomendas de um total de 13 navios para a Transpetro, a Ecovix vem reiterando que a estrutura do Estaleiro Rio Grande comporta o cronograma dessas obras e o desmonte e reciclagem da P-33. O CEO da Ecovix, Robson Passos, explicou que o tamanho do dique comporta esse serviço, que deve durar em torno de oito meses, considerando a similaridade das duas plataformas e a curva de aprendizado adquirida pelas equipes do ERG no desmonte da P-32.
Passos destacou que o ERG foi projetado para construção de até dois cascos de plataformas do tipo FPSO, o que corresponderia a uma média de 80 mil toneladas de aço por ano. E que o dique e os pórticos têm capacidade para execução dos serviços, assim como as fábricas de painéis e de blocos.
Segundo o executivo, a capacidade de processamento de aço e de docagem são suficientes para atender os contratos dos quatro Handymax — em consórcio com o grupo Mac Laren, além dos cinco gaseiros (lote B) e dos quatro navios MR1 (Medium Range). “Analisando os três contratos, a soma é menor do que as 80 mil toneladas e o prazo de fabricação é de cinco anos. Existe uma ‘folga’”, afirmou Passos.







