Nova gigante do apoio marítimo brasileiro mira descomissionamento

  • 06/03/2026

Uma nova gigante do apoio marítimo brasileiro está próxima de nascer.

Na sexta-feira (27 de fevereiro), a OceanPact Serviços Marítimos S.A. e a CBO Holding S.A. anunciaram a combinação de seus negócios, a ser implementada por meio da incorporação da holding da CBO pela OceanPact.

Com a transação, a companhia combinada contará com uma frota de 73 embarcações, a segunda maior do país, atrás apenas da Bram Offshore, do grupo Edison Chouest, com 78 barcos. Sua receita anual supera R$4 bilhões (US$770mi) e o backlog é de R$14bi.

“Enxergamos a possibilidade de ampliar nossa participação tanto nos bids de descomissionamento offshore, que é uma demanda que vem crescendo, quanto em outros serviços que demandam embarcações com maiores especificações técnicas”, disse o vice-presidente e líder da integração, Haroldo Solberg, durante conferência com investidores na segunda-feira (2 de março).

ANP projeta investimentos de R$60bi em descomissionamento offshore entre 2026 e 2029.

O atual plano de negócios da Petrobras para 2026-30 prevê investimentos de US$9,7 bilhões em descomissionamento, incluindo a retirada de 18 plataformas (sete fixas, sete flutuantes e quatro semissubmersíveis), o abandono de 500 poços e o recolhimento de 1.800km de linhas flexíveis.

Frota nacional

De acordo com dados da Associação Brasileira das Empresas de Apoio Marítimo (Abeam), a frota de apoio marítimo no país somava 473 embarcações em dezembro de 2025.

Naquele mês, a CBO aparecia com 45 embarcações e a OceanPact com 28, à frente de Starnav Tranship, com 27 cada.

A frota combinada (OceanPact + CBO) será formada majoritariamente por platform support vessels (PSVs), anchor handling support vessels (AHTSs) e ROV support vessels (RSVs) – estes últimos especializados em operações submarinas de manutenção e reparo.

Avaliação antitruste

A estrutura acionária da nova empresa terá as seguintes participações: Vinci Compass, 21,8%; fundos de infraestrutura geridos pelo Patria, 21,8%; Flavio Andrade, 13,0%; BNDESPar, 10,9%; executivos da OceanPact, 3,8%; e mercado, 28,7%.

O processo de fusão está sendo submetido ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e, no dia 30 de março, será realizada uma assembleia de acionistas para aprovação da transação.

“A expectativa é obtermos a aprovação do Cade entre o segundo e o terceiro trimestre e, assim, concluirmos a transação”, informou Solberg.

Fonte: Bnamericas

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