CEO destacou capacidade de processamento do Estaleiro Rio Grande, que participará da construção de 13 navios para Transpetro
A Ecovix avalia que a estrutura física e a capacidade de processamento do Estaleiro Rio Grande (ERG) comportam o cronograma de construção e as características das 13 embarcações encomendadas pela Transpetro e que integram o ‘Mar Aberto’, programa de renovação e modernização da frota do Sistema Petrobras. O CEO da Ecovix, Robson Passos, disse à Portos e Navios que o ERG foi projetado para construção de até dois cascos de plataformas do tipo FPSO, o que corresponderia a uma média de 80 mil toneladas de aço por ano. E que o dique e os pórticos têm capacidade para execução dos serviços, assim como as fábricas de painéis e de blocos.
Segundo o executivo, a capacidade de processamento de aço e de docagem são suficientes para atender os contratos dos quatro petroleiros Handymax — em consórcio com o grupo Mac Laren, além de cinco gaseiros e dos quatro navios de médio porte MR1 (Medium Range 1), cujo contrato foi assinado semana passada e anunciado na última quinta-feira (18).
“Analisando os três contratos, a soma é menor do que as 80 mil toneladas e o prazo de fabricação é de cinco anos. Existe uma ‘folga’”, afirmou Passos.
Para julho, também está prevista a chegada da antiga plataforma P-33 para serviços de desmantelamento e reciclagem, a exemplo do que ocorreu com a P-32, cujo desmantelamento foi concluído recentemente. Passos explicou que o tamanho do dique comporta esse serviço, que deve durar em torno de oito meses, considerando que as duas plataformas são similares e a curva de aprendizado adquirida pelas equipes do ERG no desmonte da P-32.
No caso dos Handymax, o Marenova — consórcio entre Ecovix e Mac Laren — iniciou o processamento de aço com um volume inicial e está na fase de desenvolvimento de engenharia, em parceria com a norueguesa Kongsberg. Há expectativa de que, na primeira quinzena de julho, cheguem ao estaleiro em Rio Grande pouco mais de 10.000 toneladas de chapas de aço importadas para o projeto dos Handy, o que permitirá aumentar o processamento atual.
Passos contou que os equipamentos intermediários já foram comprados. “Estamos adquirindo equipamentos e materiais com a engenharia que a Kongsberg já nos passou. A engenharia está avançada para suprimentos e estamos iniciando a engenharia de detalhamento. Os primeiros desenhos de detalhamento foram recebidos. Com o aço, vamos acelerar essa construção”, projetou.
Para os gaseiros, a Ecovix vem avançando com a engenharia junto à Ghenova, em paralelo à espera da eficácia do contrato. A expectativa da Ecovix é que a eficácia saia na próxima semana.
“Já recebemos MTO (Material Take Off), lista de materiais, para comprar o aço desse navio. Mesmo ainda em eficácia, avançamos e vamos conseguir acelerar a construção dos gaseiros”, acredita Passos.
Ele frisou que a construção conjunta dos navios dentro do estaleiro não traz preocupação tendo em vista a capacidade fabril do estaleiro, é até superior ao previsto nos contratos para esses 13 navios. Na avaliação da Ecovix, esse aspecto é favorável, na medida em que contribui para uma consolidação mais sustentável das atividades, aproveitamento de processos, manutenção e capacitação da mão de obra, além de fortalecer o poder de compra. “O cronograma não traz dificuldade operacional para nós”, garantiu Passos.







