Recursos destinados ao financiamento da construção de novas embarcações, docagem, modernização de estaleiros e descomissionamento devem repetir o montante desembolsado pelo banco no ano passado
O desembolso de recursos do BNDES para financiamento de embarcações do setor de petróleo e gás offshore em 2026 deve somar aproximadamente R$ 5 bilhões, repetindo o montante desembolsado pelo banco no ano de 2025. Os recursos se destinam a financiar a construção de novas embarcações, docagem, modernização de estaleiros e descomissionamento, segundo o gerente de análise de projetos para o setor de Gás, Petróleo e Navegação e Descarbonização da instituição, Luiz Marcelo Martins Almeida.
Os números foram apresentados pelo executivo do BNDES no 10º Workshop sobre Descomissionamento e Desmantelamento de Navios e Ativos Offshore”, organizado pela Sobena, na última quarta-feira (3), no Rio de Janeiro.
Almeida explicou que a aprovação deste valor para o ano de 2025 representa mais dois ou três anos de ciclo de crescimento de desembolsos, aumento do número de empregos da indústria e toda cadeia de produção que vem a jusante de fornecedores.
De acordo com o gerente do BNDES, entre 2000 e 2025 foram aprovados R$ 30 bilhões em financiamentos relacionados a embarcações, com o financiamento des 137 embarcações de apoio offshore, 20 petroleiros, três implantações de novos estaleiros e cinco revitalizações de estaleiros.
O BNDES é gestor do Fundo de Marinha Mercante (FMM) e tem uma linha de crédito específica para financiamento à produção e desativação de sistemas de produção de petróleo e gás natural.
Os recursos são destinados ao financiamento para implantação, expansão, modernização, construção, integração e montagem de instalações e/ou serviços em atividades para o desenvolvimento da produção de petróleo e gás natural, bem como investimentos em desativação de sistemas de produção em fim de vida útil (descomissionamento).
Oportunidades no setor naval
Almeida destacou oportunidades no setor naval brasileiro, como a construção e integração de módulos de plataformas e o desmantelamento ou revitalização de unidades.
Neste último, o gerente do BNDES apontou dois motivos para ser uma “oportunidade grande para o Brasil”. O primeiro está relacionado ao maior respeito às leis trabalhistas do país em comparação com outras regiões; e o segundo é sobre a robustez das leis ambientais.
Também há oportunidades na reciclagem de embarcações e na construção e integração de estruturas para geração de energia elétrica a partir da eólica offshore. “É um mercado novo. Nós já temos conversado internamente com algumas empresas, no setor de Energia do BNDES, e existe um interesse grande das empresas de estarem colocando os geradores em alto mar”, explicou Almeida.







