Cadeia de suprimentos brasileira do O&G tem grande potencial exportador, diz Ardenghy

  • 04/09/2026

Presidente do IBP acredita que sinergia e proximidade podem contribuir para exportações a Guiana, Suriname e Venezuela. Instituto também vê oportunidades de negócios com outros países que enviarão delegações ao Brasil em setembro

O Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) identifica um grande potencial exportador para empresas brasileiras da cadeia de suprimentos. No radar, estão Guiana, Suriname e a Venezuela, além de outros países que enviarão delegações ao Brasil em setembro. A avaliação é que existe sinergia e possibilidade de conexão de negócios com esses mercados, que participarão da próxima edição da ROG-e, que acontece entre os dias 21 e 24 de setembro, no Rio de Janeiro (RJ). O setor de O&G na Guiana, por exemplo, está em franco crescimento e hoje produz 800 mil barris de petróleo, em uma região próxima à Margem Equatorial brasileira. Além disso, há expectativa em relação a países de outras regiões, como Vietnã e Azerbaijão.

O presidente do IBP, Roberto Ardenghy, observa que a Guiana aumentou significativamente a importação de produtos brasileiros nos últimos anos por conta da indústria de O&G. Ele estima que as exportações da indústria brasileira do O&G para a Guiana, que representavam 3% do total exportado para o país em 2020, hoje saltou para 30%.

“Isso são máquinas, equipamentos, válvulas, tubos, árvore de natal (…) que estamos exportando para uma nova fronteira, que é a Guiana”, disse o executivo, na última terça-feira (1/9), em coletiva de imprensa, no Rio de Janeiro.

Ardenghy verifica que grande parte das árvores de natal que hoje operam no mercado de O&G da Guiana foram feitas no Brasil, em São Paulo.

“[Essas árvores de natal] são equipamentos gigantescos, de alta complexidade que foram levadas para os projetos de águas profundas na Guiana. Se a gente tem condição de fazer uma água de natal, a gente tem condição de fazer praticamente qualquer equipamento hoje para o setor”, ressaltou.

Ele acredita que o Brasil tem uma grande oferta exportadora, a qual considera um diferencial da indústria brasileira que contribui para grande parte dos 650 expositores do evento esse ano serem empresas de base tecnológica.

“A gente poderia hoje estar exportando muito mais do que a gente exporta. Acho que a ROG-e vem um pouco para mostrar um ‘showcase’ da produção de máquinas, equipamentos e serviços no Brasil gigantesco”, comentou.

Além da sinergia, o presidente do IBP destacou a questão da proximidade de alguns desses países com o Brasil.

“O que a gente espera é que essa presença bem maciça de estrangeiros na ROG-e, delegações internacionais mostre e gere oportunidades para as empresas brasileiras venderem suas máquinas de equipamentos”, projetou Ardenghy.

O presidente do IBP não descartou que ocorram novos negócios com a Venezuela.

“Se imaginarmos a ampliação da produção da Venezuela e alguns investimentos, sem dúvida, o Brasil tem muita condição de vender equipamentos e serviços a o mercado venezuelano”, comentou o executivo.

Fonte: Portos e Navios – Danilo Oliveira
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