Apesar de a frota atual contar com embarcações construídas em estaleiros chineses, com condições de leasing e financiamento vantajosas, a empresa avalia que estratégia de contratar no Brasil também parece boa.
Mesmo com o programa ‘Seas of the Future’, de renovação de frota tenha sido conduzido com embarcações construídas na China, a Braskem não descarta a contratação de novas embarcações nos estaleiros brasileiros. A informação é de Plínio Calenzo, líder da área de Shipping na Braskem.
“É viável contratar embarcações no Brasil e operar com bandeira brasileira. Um de nossos navios, o Costa do Futuro, foi alugado e já opera com bandeira brasileira para transporte de gás. Na ocasião, a China se mostrou um bom polo, mas o Brasil continua no nosso radar”, comentou Calenzo à Portos e Navios.
Silvia Migueles, diretora de Logística Global e Trading na Braskem, disse à reportagem que o Programa ‘Seas of the Future’ – termo que se refere, principalmente, a iniciativas de sustentabilidade marítima – foi apresentado ao conselho há alguns anos para a construção de navios próprios.
“Os dois primeiros foram para o trade do México para etano. Agora temos quatro no Brasil para nafta. Todos foram construídos na China, porque tivemos uma estratégia de leasing e financiamento, mas a estratégia de contratar no Brasil também parece boa”, disse Silvia.
No Brasil, a Braskem iniciou a operação do navio Blooming Future, de líquidos da classe LR1 (Long Range 1), na semana passada, o mais novo da frota ‘Seas of the Future’, entregue em junho de 2026. Destinado principalmente ao transporte de nafta, a embarcação juntou-se ao Beautiful Future e ao Blissful Future, ambos incorporados em agosto deste ano.
O programa abrange ainda o Bold Future, previsto para entrar em operação em janeiro de 2027. Esses navios utilizam motores bicombustíveis ou são preparados para biocombustíveis e reduzem as emissões de CO₂ em cerca de 30% a 40% em relação aos modelos tradicionais.








