Depois de um 2025 vitorioso e cheio de conquistas relevantes, a empresa Camorim Serviços Marítimos está com boas expectativas para o ano que acabou de começar.

Na última entrevista da nossa série especial Perspectivas 2026, o vice-presidente da companhia, Eduardo Adami, reconhece que o setor deve viver um período de estagnação em função da possível redução do preço do barril do petróleo. Ainda assim, o ano promete ser relevante do ponto de vista operacional, já que a empresa iniciará a execução de dois importantes contratos com a Petrobras. Em parceria com a OOS International, a Camorim fará o afretamento e operação de duas embarcações autoeleváveis do tipo liftboat em atividades de manutenção e descomissionamento de plataformas nas bacias de Sergipe-Alagoas e Rio Grande do Norte-Ceará. Adami também chama a atenção do mercado e do poder público para a necessidade de intensificar a formação de mão de obra no setor naval. “Seria interessante que os governos fizessem esse movimento de qualificação de mão de obra para o segmento marítimo de forma mais incisiva. Estamos com o mercado aquecido e há dificuldade de obtenção de mão de obra qualificada”, apontou.
O Petronotícias agradece a todos os entrevistados que participaram da série especial Perspectivas 2026, bem como aos milhares de leitores que acompanharam, ao longo das últimas semanas, as opiniões e projeções de importantes nomes dos setores de óleo, gás, energia e naval. Vamos, então, conhecer as projeções e expectativas de Eduardo Adami:
Como foi o ano de 2025 para sua empresa e seu setor?
Para a Camorim Serviços Marítimos, 2025 foi um ano muito positivo. Tivemos a entrada de algumas embarcações por conta de contratos offshore de longo prazo que conseguimos firmar, aproveitando os frutos de um mercado aquecido. Incorporamos diversas embarcações voltadas para o segmento offshore como Line Handler (LHs), Oil Spill Response Vessel (OSRVs), Platform Supply Vessel PSVs, entre outros.
Se fosse consultado, que sugestões daria (ao governo ou ao mercado) para melhorar o ambiente de negócios em seu setor?
Nossa sugestão é para que o poder público desenvolva programas para capacitação de mão de obra para a indústria naval. Seria interessante que os governos fizessem esse movimento de qualificação de mão de obra para o segmento marítimo de forma mais incisiva. Estamos com o mercado aquecido e há dificuldade de obtenção de mão de obra qualificada.
Na Camorim, fazemos a nossa parte para qualificar pessoal. Estamos oferecendo atualmente o curso de Moço de Máquinas, que é gratuito e voltado para trabalhadores diretos e indiretos da empresa. O curso tem carga horária de 722 horas. As aulas, que são teóricas e práticas, começaram em outubro e terminam em abril. A formação envolve, ainda, estágio obrigatório que será realizado em embarcações da Camorim. Cerca de 60% dos alunos formados em cursos anteriores foram incorporados em nossos quadros.
Por último, quais são as perspectivas de sua empresa para 2026?
Para 2026, estamos sentido perspectivas de uma leve estagnação em função da possível redução do preço do barril do petróleo. Apesar disso, temos dois contratos importantes para serem iniciados em 2026 que serão as grandes novidades para nossa operação. Esses contratos são da ordem de R$ 1,2 bilhão, e são firmados em parceria com a OOS International. Dizem respeito ao afretamento e operação de duas embarcações autoeleváveis do tipo liftboat, que serão empregadas em atividades de manutenção e descomissionamento de plataformas da Petrobras nas bacias de Sergipe-Alagoas e Rio Grande do Norte-Ceará.




