A Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos (ApexBrasil) estima em quase 22 trilhões de dólares o mercado que será criado com a assinatura do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, que envolverá 27 países dos dois blocos econômicos.
O presidente da Agência, Jorge Viana, classificou o acordo como uma conquista que permitirá o fortalecimento de mecanismos multilaterais e o comércio global.
Para ele, a combinação entre países do Mercosul, com economias tropicais e complementares, e uma das regiões com maior poder de consumo do mundo cria um cenário extremamente positivo. Viana lembrou que os países do Mercosul e da União Europeia somados têm mais de 700 milhões de habitantes e PIB de quase 22 trilhões de dólares, atrás apenas do dos Estados Unidos, estimado em torno de 29 trilhões de dólares e maior que o da China, de 19 trilhões dólares. “É o segundo fluxo comercial que o Brasil tem com o mundo. Só perde para a China e é um comércio equilibrado, praticamente 50 a 50”, afirmou.
Viana ressaltou ainda que pauta exportadora brasileira para os europeus é formada em mais de um terço por produtos da indústria de processamento e que o acordo prevê redução imediata de tarifas para máquinas e equipamentos de transporte, como motores e geradores para energia elétrica, motores de pistão (autopeças) e aviões. “Temos um comércio de excelente qualidade com a União Europeia”, disse.
Segundo avaliação divulgada pela ApexBrasil, haverá benefícios também para couro e peles, pedras de cantaria, facas e lâminas e produtos químicos. Além disso, a Agência destacou que o acordo prevê redução gradativa, até zerar, de tarifas sobre diversas commodities, sujeitas a cotas, com destaque para os principais produtos brasileiros exportados em 2025: carne de aves, carne bovina e etanol. Com base nisso, o chefe de Assuntos Estratégicos da ApexBrasil Europa, Aloysio Nunes, estimou em sete bilhões o potencial de aumento das exportações brasileiras para a União Europeia.



