A atividade de descomissionamento deve experimentar um pico de investimentos neste ano. De acordo com os dados mais recentes da Agência Nacional do Petróleo (ANP), esse mercado deve movimentar cerca R$ 17 bilhões em 2026. É o maior volume de recursos previsto no horizonte até 2029. De olho nessa nova janela de oportunidade, a Organização Nacional da Indústria do Petróleo (ONIP) pretende preparar neste ano um estudo de um modelo de negócios que viabilize essa atividade no Brasil. “A agenda do descomissionamento de ativos offshore entrou definitivamente na nossa pauta, com foco na eliminação de entraves regulatórios, tributários e operacionais”, detalhou a diretora-geral da ONIP, Marta Lahtermaher. Além disso, a entidade também planeja ampliar sua atuação para outras regiões do país, com atenção especial às regiões Norte e Nordeste, e promete ainda reformular seu cadastro de fornecedores. “Entraremos em 2026 reafirmando nosso compromisso com o fortalecimento da indústria nacional e trabalharemos para que seja um ano com bons negócios e muitos encontros, que nos permitam seguir construindo, juntos, uma cadeia de fornecedores cada vez mais integrada, competitiva e preparada para o futuro”, declarou Marta.
Como foi o ano de 2025 para a ONIP?
O ano de 2025 consolidou o setor de óleo e gás como um dos pilares da segurança energética e do desenvolvimento econômico do país. O Brasil alcançou novos recordes de produção, manteve elevados padrões de eficiência operacional e reforçou seu posicionamento internacional em um cenário global marcado por volatilidade geopolítica, incertezas quanto aos investimentos de longo prazo e crescente pressão sobre as cadeias de suprimento energético.
Nesse contexto, intensificamos nossa atuação institucional e o diálogo com os principais agentes do setor. Um marco relevante foi a realização da primeira reunião do Conselho Deliberativo com a participação da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, e de membros da diretoria da companhia, reforçando a aproximação entre a indústria e a principal operadora no Brasil. Ao longo do ano, definimos temas prioritários de atuação, com destaque para a defesa do cumprimento da cláusula de Conteúdo Local por parte das empresas contratantes e para a reformulação do nosso cadastro de fornecedores, iniciativas centrais para o fortalecimento e a integração da cadeia produtiva nacional.
Diretora-geral da ONIP na OTC 2025
Quais foram os principais destaques da atuação da ONIP?
A atuação internacional teve papel estratégico. Em maio, durante a OTC Houston, apresentamos com exclusividade o estudo “Oportunidades de investimentos na indústria de óleo e gás brasileira”, contribuindo para posicionar o Brasil como destino relevante para novos projetos. No âmbito nacional, ampliamos a nossa presença institucional por meio de apresentações e participação em eventos realizados em São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, fortalecendo o diálogo com empresas, autoridades e entidades representativas.
No segundo semestre de 2025, retomamos a organização de eventos próprios, com o Café ONIP no Rio de Janeiro, que contou com a presença do presidente da Transpetro, Sérgio Bacci. Promovemos na sede da Confederação Nacional da Indústria, em Brasília, o evento “Descomissionamento e desmantelamento sustentável de ativos offshore”, em uma parceria com a Comissão de Direito Aduaneiro da OAB-RJ, que reuniu representantes de empresas, da academia e de entidades governamentais relacionadas ao tema. Essas iniciativas refletem nosso compromisso com uma agenda técnica, alinhada aos desafios estruturais do setor.

Diretora Geral da ONIP na OTC 2025
E quais são as novidades que estão sendo preparadas para este ano?
Para 2026, avançaremos com uma agenda propositiva e orientada à obtenção de resultados concretos para a cadeia de fornecedores. Entre as prioridades, destacamos a reformulação do cadastro de fornecedores, que permitirá às empresas contratantes a consulta direta às fornecedoras cadastradas. O novo sistema também viabilizará a emissão do Selo ONIP, destinado aos fornecedores, em substituição ao antigo Certificado, ampliando a transparência e a confiabilidade das informações. A agenda do descomissionamento de ativos offshore entrou definitivamente na nossa pauta, com foco na eliminação de entraves regulatórios, tributários e operacionais, bem como no estudo de um modelo de negócios que viabilize a atividade no Brasil.
Em paralelo, ampliaremos a atuação nas demais regiões do país, com atenção especial às regiões Norte e Nordeste, por meio do fortalecimento da interação com associações e federações de indústria locais. A participação em feiras e eventos institucionais seguirá como instrumento estratégico para promover as empresas fornecedoras brasileiras, ampliar a nossa visibilidade e fortalecer a integração da cadeia produtiva nacional.
Entraremos em 2026 reafirmando nosso compromisso com o fortalecimento da indústria nacional e trabalharemos para que seja um ano com bons negócios e muitos encontros, que nos permitam seguir construindo, juntos, uma cadeia de fornecedores cada vez mais integrada, competitiva e preparada para o futuro.





