Objeto do maior programa de descomissionamento offshore do Brasil, o campo de Marlim, na bacia de Campos, ainda tem seis plataformas a serem retiradas da locação.
Segundo levantamento da BNamericas, deixaram a área, até o momento, apenas três das nove plataformas previstas: as semissubmersíveis de produção P-26 e P-33, que estão atracadas no Porto do Açu, no estado do Rio de Janeiro, e o FSO P-32, desancorado em 2023 e vendido à Gerdau e ao Estaleiro Ecovix, no Rio Grande do Sul, para reciclagem e descarte.
Permanecem fora de operação no campo da Petrobras as semissubmersíveis P-18, P-19 e P-20 e os FPSOs P-35, P-37 e P-47.
Algumas dessas unidades de produção poderão ter seus cascos reutilizados em projetos de revitalização, como Albacora, Barracuda/Caratinga e Marlim Sul/Leste.
No caso da P-37, foi lançada uma licitação em dezembro para contratar serviços de engenharia, preparação e remoção dos sistemas de casco e topside, além da destinação final (EPRD) do FPSO.
No fim de 2025, a Petrobras anunciou que colocaria em leilão online as plataformas P-19 e P-26.
Procurada, a petroleira estatal afirmou que as atividades de descomissionamento dos sistemas de produção de Marlim estão em andamento conforme cronogramas estabelecidos nos programas de descomissionamento de instalações (PDIs) submetidos à ANP, além de dependerem de condições de mercado, disponibilidade de recursos internos e oportunidades de sinergia com outros projetos da companhia.
A Petrobras ressaltou que a estratégia de descomissionamento de suas plataformas combina reciclagem com avaliações de viabilidade do reaproveitamento de sistemas de produção offshore, com foco em geração de valor, economia circular, segurança e respeito às pessoas e ao meio ambiente.
“Para cada sistema a ser descomissionado, a Petrobras realiza análises específicas, considerando as características do ativo e as do ambiente em que está instalado para determinar a estratégia de descomissionamento a ser seguida”, acrescentou a companhia.
Atualmente, em Marlim, operam dois FPSOs instalados em 2023, como parte da revitalização do campo: Anna Nery e Anita Garibaldi.
O atual plano de negócios da Petrobras para 2026-30 prevê um investimento de US$9,7 bilhões em descomissionamento, incluindo a retirada de 18 plataformas (sete fixas, sete flutuantes e quatro semissubmersíveis), o abandono de 500 poços e o recolhimento de 1.800km de linhas flexíveis.
No horizonte após 2031, há 50 plataformas a serem removidas, sendo 43 fixas, cinco flutuantes e duas semissubmersíveis.




