Svitzer Brasil receberá 2 rebocadores com novo design a partir de 2027

  • 22/04/2026

Unidades classe ‘TRAnsverse’ serão construídas no Estaleiro Rio Maguari (PA), com projeto próprio já adotado em outros mercados. Atual frota em AJB tem 24 embarcações de apoio portuário

A Svitzer prevê receber, entre o final de 2027 e início de 2028, os dois primeiros rebocadores design ‘TRAnsverse’ construídos no Brasil. Essa classe, que já opera em mercados como Holanda e Austrália, é uma das apostas operacionais da empresa de rebocagem, voltados para oferta de mais manobrabilidade e controle lateral. Mais de três quartos da carteira atual de encomendas da Svitzer, que conta com mais de 20 unidades, são rebocadores TRAnsverse, em variações de tamanho de 26 metros, 29m, 32m e 35m; e em configurações elétricas, híbridas e convencionais movidas a diesel.

Esse modelo vem sendo encomendado pela empresa em estaleiros de diferentes partes do mundo. No Brasil, o pedido foi contratado junto ao Estaleiro Rio Maguari (PA), que já é parceiro em outros projetos de ampliação da frota. “Esse novo desenho ‘TRAnsverse Tug’ faz o rebocador muito mais ágil e traz mais potência em posições variáveis. Estamos investindo nesse novo tipo de rebocador. Esse tipo é único da Svitzer e estamos trazendo isso para nossos clientes”, destacou o diretor-geral da Svitzer para as Américas, Daniel Reedtz Cohen à Portos e Navios.

Ele acrescentou que será a primeira vez que a Svitzer vai operar esse tipo de rebocador no Brasil. “Temos confiança de que os stakeholders vão gostar. Clientes, mas também praticagem, autoridades portuárias e Marinha. Porque é um rebocador que opera com mais segurança e mais potência”, comentou Cohen, na última semana, durante a 30ª edição da Intermodal South America, em São Paulo (SP).

Os três rebocadores TRAnsverse já em operação na frota global da Svitzer participaram de cerca de 3.000 missões comerciais coletivas, tendo demonstrado capacidade de escolta, manobrabilidade e capacidade de resposta superiores a outros rebocadores. Até 31 de março de 2026, o Svitzer Taurus, de 26m, e os Svitzer Barrington e Svitzer Nobbys, de 32m cada, haviam concluído, juntos, 2.898 trabalhos de reboque em Amsterdã (Holanda) e Newcastle (Austrália), respectivamente.

O quarto rebocador TRAnsverse da empresa, o Svitzer Balder, de 35m, já iniciou testes marítimos na Turquia. Segundo a operadora, esse será o maior rebocador elétrico de escolta do mundo, operando a partir de Gotemburgo, na Suécia. A embarcação registrou 88 toneladas de tração e mais de 150 toneladas de força de manobra nos testes marítimos realizados no Estaleiro Uzmar.

A Svitzer destacou o desempenho desse projeto tanto nas vias navegáveis confinadas e eclusas de IJmuiden, em Amsterdã, quanto no maior porto de exportação de carvão do mundo, em Newcastle, na Austrália. A percepção da empresa de rebocagem é que as companhias marítimas estão investindo significativamente em embarcações mais dinâmicas, eficientes e de maior porte, além de otimizar suas escalas portuárias, o que demanda que os rebocadores maximizem as capacidades e a produtividade das embarcações dentro dos limites da infraestrutura tradicional.

Cohen contou que a empresa de apoio portuário opera há cerca de um ano no Canal do Panamá com dois rebocadores. Ele considera um contrato importante para uma empresa terceirizada porque a autoridade que administra o canal possui uma frota própria de rebocadores, além de ser ser uma operação diferenciada, com os rebocadores acompanhando os navios passando pelo canal e pelas eclusas. “Os rebocadores têm que atender esse tipo de demanda. Operam em espaço mais confinado, são rebocadores feitos para isso”, explicou o diretor-geral da Svitzer para as Américas.

Atualmente, a Svitzer atende aproximadamente 23.000 clientes em mais de 140 portos e 40 terminais em 37 países, com mais de 450 embarcações. Hoje, o Brasil representa em torno de um terço do negócio e da frota global da Svitzer. Em fevereiro deste ano, foi incorporado o Svitzer Cassino. Ainda em 2026, está prevista a entrega de um novo rebocador azimutal, com cerca de 70 toneladas de tração estática (bollard pull).

“Operamos com foco no crescimento no Brasil. Chegamos aqui há 11 anos e estamos construindo nos estaleiros do país com foco aqui, contratando tripulação local e com investimento em treinamento das pessoas. Essa foi a linha comigo aqui no Brasil e que vai continuar com o novo diretor [Eduardo Beser]”, disse Cohen, que foi anunciado este mês para a liderança regional nas Américas.

O diretor-geral da Svitzer Brasil, Eduardo Beser, frisou que a empresa continuará apostando e investindo no país. “Estamos prontos para acompanhar o mercado brasileiro. Prontos para o que o Brasil desenvolver e querendo muito crescer. Vejo uma empresa muito sólida com tudo para continuar crescendo”, afirmou Beser, que também assumiu o posto em abril.

Fonte: Portos e Navios – Danilo Oliveira
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