A Transpetro começará ainda este ano a operar com transporte de bunker por meio de barcaças no Rio de Janeiro.
A primeira embarcação deve entrar na etapa flutuante de construção até o fim de agosto, com conclusão prevista para outubro. Na sequência, a companhia pretende ampliar o serviço para Santos (SP) e Belém (PA). A nova modalidade faz parte da estratégia da Transpetro de diversificar e expandir os serviços logísticos oferecidos aos clientes.
Para ingressar na navegação interior, que abrange operações em águas protegidas como rios, lagos, canais, baías e lagoas, a companhia contratou 18 barcaças do Estaleiro Bertolini Construção Naval da Amazônia. Desse total, dez terão capacidade de 3 mil toneladas de porte bruto (TPB) e oito, de 2 mil TPB. Também foram encomendados 18 empurradores ao estaleiro Indústria Naval Catarinense. O investimento total nas aquisições será de aproximadamente R$ 630 milhões.
Segundo o presidente da Transpetro, Sérgio Bacci, a primeira barcaça terá como base o Terminal Aquaviário de Ilha d’Água, no Rio de Janeiro. O novo serviço amplia a atuação multimodal da companhia, que atualmente opera 46 terminais, 8,5 mil quilômetros de dutos e uma frota de 32 navios.

“Esse é mais um serviço logístico que passará a ser oferecido pela Transpetro aos seus clientes. Nossa estratégia é ser cada vez mais multimodal, o que é essencial para atender os clientes num país de dimensões continentais como o Brasil. Nós estamos presentes em todas as regiões do país e, sem dúvida, estamos preparados para atender qualquer desafio de logística de petróleo, derivados e biocombustíveis”, explica Bacci.
A expectativa é que as 18 barcaças estejam em operação até fevereiro de 2028, atendendo polos estratégicos como Rio de Janeiro (RJ), Santos (SP), Belém (PA), Paranaguá (PR) e Rio Grande (RS). Atualmente, o mercado brasileiro de barcaças movimenta cerca de 10 milhões de toneladas de petróleo e derivados por ano.
As barcaças não terão propulsão própria e serão conduzidas pelos empurradores, com operação conjunta a uma velocidade de até 6 nós. As embarcações terão até 70 metros de comprimento, 16 metros de boca e 4,5 metros de calado. As unidades poderão transportar diferentes tipos de combustíveis em tanques dedicados ou segregados, além de contar com possibilidade de conexão à rede elétrica em terra e utilização de energia solar.
Responsáveis pelas manobras do conjunto, os empurradores terão até 18,7 metros de comprimento, 9,2 metros de boca e 3,7 metros de calado. As embarcações terão potência de 450 kW, tração de até 13 toneladas e autonomia de cinco dias de navegação contínua. Também contarão com tecnologias voltadas ao aumento da precisão das operações, especialmente em áreas de navegação restrita.







