Embarcação de apoio offshore está atracada nas docas do estaleiro Renave, na Baía de Guanabara, onde peritos farão vistorias finais para determinar se o navio será reconstruído ou desmantelado.
Depois de 83 dias encalhado na Praia Campista, em Macaé, e de uma longa travessia marítima pela Região dos Lagos iniciada no dia 6 de agosto, o navio Skandi Amazonas chegou à sua casa nova: o estaleiro Renave, em Niterói, na Baía de Guanabara. A embarcação de apoio offshore já está atracada no local para o início das etapas finais de avaliação técnica e perícia estrutural.
A complexa operação de remoção teve início no litoral macaense após mergulhadores realizarem reparos na parte superior do casco, construído com sistema de fundo duplo estanque, e concluírem o bombeamento controlado da água acumulada nos compartimentos internos. Antes de ancorar em Niterói, o navio cumpriu paradas estratégicas de estabilização na Ilha de Santana, localizada no próprio litoral de Macaé, e na área da Praia do Forno, em Arraial do Cabo.
Durante o deslocamento pela costa fluminense, a Marinha do Brasil, por intermédio do Comando do 1º Distrito Naval, informou que a embarcação esteve em monitoramento constante no entorno de Arraial do Cabo para assegurar que o reboque até o interior da Baía de Guanabara ocorresse dentro das normas de segurança. A autoridade marítima e a Capitania dos Portos de Macaé confirmaram que o navio permaneceu estável durante todo o trajeto, sem registros de acidentes com pessoal ou de contaminação ambiental.
Apesar de continuar sob propriedade da armadora DOF, o Skandi Amazonas teve declaração de perda total construtiva porque o custo estimado para a sua recuperação superou o valor limite da apólice de seguro. Nas instalações industriais do estaleiro Renave, engenheiros navais e peritos farão novas inspeções minuciosas no casco e nos sistemas para bater o martelo sobre o destino final da embarcação, avaliando se o ativo será reconstruído ou encaminhado para o desmonte e reciclagem de componentes.








