Governo define diretrizes para conteúdo em leilões do pré-sal
Governo definiu as diretrizes sobre as exigências de conteúdo local que deverão ser seguidas pelos investidores nos próximos leilões do pré-sal.
Governo definiu as diretrizes sobre as exigências de conteúdo local que deverão ser seguidas pelos investidores nos próximos leilões do pré-sal.
A finlandesa Wärtsilä está atenta aos rumos do setor de óleo e gás no Brasil, com grande expectativa em relação aos FPSOs de Sépia e Libra, e afirma que tem condições de fabricar no País para atender o conteúdo local, se for requisitada.
Compasso de espera na decisão sobre o destino do FPSO de Sépia. A decisão sobre o pedido de perdão pelo não cumprimento de conteúdo local (waiver) na embarcação foi paralisado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). A definição sobre o tema ocorrerá apenas após concluída a revisão da cessão onerosa.
A decisão já estava tomada, mas agora é oficial. O Conselho Nacional de Política Energética publicou nesta terça-feira (9), no Diário Oficial da União, as regras definitivas de conteúdo local para os leilões de blocos exploratórios de petróleo previstos para este ano, incluindo as 2ª e 3ª rodadas do pré-sal, a 14ª rodada de concessões e a 4ª rodada de áreas marginais.
O setor de óleo e gás terá destaque no primeiro dia da Feira Internacional de Máquinas-Ferramenta e Automação Industrial (Expomafe), na terça-feira (9), em São Paulo. O segmento será tema de um seminário que acontecerá dentro da feira, a partir das 13h, e a política de conteúdo nacional será um dos assuntos debatidos no encontro.
Política industrial não deveria ser de governo, mas sim de estado. Política industrial não deveria ser de governo, mas sim de estado. Transformar segmentos de negócio de baixa em alta produtividade e competitividade, habilitados à exportação, é um desafio de diversos países em todo o mundo.
O pré-sal vai ganhar mais 10 plataformas da Petrobras para chamar de suas nos próximos anos. A informação foi dada pela diretora de Exploração e Produção da estatal, Solange Guedes, durante palestra em evento da Câmara de Comércio Brasil-Texas (Bratecc) em Houston, que aconteceu paralelamente à OTC.
Deputados, sindicalistas e prefeitos pretendiam se reunir com líderes do Planalto e o presidente Michel Temer em Brasília, com o intuito de mostrar imagens e vídeos das instalações de Rio Grande, assim como da plataforma P-71, que já está com cerca de 50% de conclusão no estaleiro Ecovix, mas teve seu contrato rescindido pela Petrobrás.
O velho e conhecido ditado “contra fatos não há argumentos” serve para ilustrar bem a postura dos estaleiros nacionais, que se levantaram com ímpeto contra a intenção da Petrobrás em levar para o exterior a obra do FPSO de Libra. As empresas brasileiras se sentem desemparadas e amarguradas com a postura, uma vez que acreditaram na promessa da política de conteúdo local e fizeram pesados investimentos para atender a demanda da estatal.
A indústria se impôs. Difícil qualificar de outra forma a maneira contundente como associações, entidades de classe, empresas e sindicatos se colocaram na audiência pública do pedido de waiver de Libra nesta terça-feira (18), no Rio de Janeiro. O presidente da Petrobras, Pedro Parente, o presidente do IBP, Jorge Camargo, e o diretor geral da ANP, Décio Oddone, que se ausentaram do evento, perderam uma grande oportunidade de encarar a realidade do mercado. Empresários, líderes industriais, representantes de movimentos sindicais e trabalhadores apresentaram, um a um, suas qualificações, suas competências e seu alto nível de competitividade, num mar de ociosidade que marca o momento atual da indústria de óleo e gás brasileira, em defesa do conteúdo local no FPSO que será usado no campo do pré-sal.