No discurso de Lula, encomenda de navios no Brasil pela Petrobras viram questão de “soberania nacional”. E depois da Foz, presidente torce por mais petróleo em Pelotas
“Soberania nacional energética”
Os investimentos da Petrobras para a construção de navios no Brasil viraram questão de “soberania nacional energética” em discurso do presidente Lula, em retorno a Rio Grande (RS), para assinatura de mais uma série de contratos para embarcações próprias da Transpetro, na terça (20/1).
“A Petrobras, aos poucos, vai se transformando numa empresa de energia (…) Porque esse país precisa ter a seguinte decisão: nós precisamos construir uma soberania energética. A gente não pode ficar dependendo de nenhum país do mundo e de tecnologia de outros países”, disse o presidente.
No evento na cidade gaúcha, Lula aproveitou para defender a continuidade da abertura de novas fronteiras de exploração de petróleo. Defensor da perfuração na Foz do Amazonas — interrompida após um incidente na sonda — o presidente disse torcer por descobertas em Pelotas, no offshore do Rio Grande do Sul.
“Estejam certos de uma coisa: eu ainda vou voltar nessa cidade. Eu estou torcendo para que a Petrobras encontre petróleo em Pelotas”, enfatizou. A bacia entrou no radar das petroleiras em anos recentes, com a contratação de blocos em águas profundas.
O evento no estado foi realizado para a assinatura de R$ 2,8 bilhões em novos contratos para a construção de gaseiros, barcaças e empurradores que vão integrar a frota de transporte de combustíveis da subsidiária de logística.
Apesar da redução nos investimentos previstos na carteira firme do plano de negócios 2026-2030, diante das projeções de queda nos preços do petróleo, a companhia segue avançando com as encomendas junto à indústria nacional.
Com as 18 barcaças e 18 empurradores, construídos em SC e no AM, a Petrobras vai verticalizar a operação de bunkering — o fornecimento de combustível para embarcações. A Transpetro vai estrear no transporte interior de combustíveis com frota própria.
A assinatura dos contratos coincidiu com a aprovação, pela Superintendência-Geral do Cade, da aquisição, pela Petrobras, de 49,9% de participação nas fazendas solares da Lightsource bp. Após idas e vindas no plano de retorno à geração de energia renovável, a companhia anunciou, em 2025, que a sociedade seria o caminho para desenvolver projetos solares.




