Sinaval celebra projetos de construção de gaseiros e embarcações hidroviárias em estaleiros nacionais, mas ainda vê possibilidade de o setor avançar em questões relacionadas a financiamentos e garantias, a fim de acelerar retomada de encomendas
O Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval) avalia que os novos contratos para construção de 5 navios gaseiros, 18 barcaças e 18 empurradores no Brasil, assinados na última terça-feira (20), em Rio Grande (RS), representam um momento que simboliza a retomada de uma atividade estratégica, capaz de gerar empregos, movimentar a cadeia de fornecedores e fortalecer a capacidade industrial nacional.
Para o Sinaval, a construção dessas embarcações em estaleiros brasileiros mostra que, com planejamento e coordenação, é possível atender a demandas complexas dentro do país. O sindicato ressalta que ainda é preciso avançar em questões relacionadas a financiamentos e garantias para acelerar ainda mais a retomada.
“A assinatura dos contratos para a construção dos navios gaseiros, empurradores e barcaças da Transpetro, no Rio Grande do Sul, representa um passo importante para a indústria naval brasileira. É o resultado de muito diálogo, trabalho conjunto e da disposição de diferentes atores em construir soluções para o país”, destacou o presidente do Sinaval, Ariovaldo Rocha, à Portos e Navios.
Rocha disse que o Sinaval tem atuado de forma contínua nesse processo, sempre em diálogo com a Transpetro, a Petrobras e o governo federal, buscando criar um ambiente mais previsível e competitivo para os estaleiros. “Ainda há desafios, mas iniciativas como essa reforçam que estamos avançando no caminho da reconstrução da indústria”, afirmou o presidente do sindicato.
O sistema Petrobras tem contratados, ou em contratação, a construção de 48 embarcações de apoio marítimo e mais 18 barcaças e 18 empurradores, além de quatro petroleiros classe Handy e cinco gaseiros. Os cinco gaseiros serão construídos pelo Estaleiro Rio Grande, da Ecovix. As 18 barcaças serão construídas pelo Beconal, do grupo Bertolini, em Manaus (AM), e os 18 empurradores foram contratados para fabricação no estaleiro INC (Indústria Naval Catarinense), em Navegantes (SC).
Os cinco gaseiros demandarão R$ 2,2 bilhões de investimentos e têm previsão de geração de um total de 3.200 empregos entre diretos e indiretos. As barcaças e empurradores representam investimentos adicionais de R$ 620 milhões. Os investimentos se somam aos R$ 1,4 bilhão destinados à construção dos 4 navios classe Handy, também pela Ecovix no ERG, só que em parceria com o grupo Mac Laren.
Durante evento de assinatura do contrato dos gaseiros, na última terça-feira (20), em Rio Grande, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, disse que existem mais 9 embarcações em avaliação e, pelo menos, 6 a 8 novas plataformas em estudo pela companhia para serem licitadas e construídas.





