Eduardo Paes (DEM) visitou um estaleiro em Niterói nesta quinta (30)
Fonte: Globoplay – Pedro Figueiredo
Fonte: Globoplay – Pedro Figueiredo
Candidato falar em gerar ao menos 40 mil empregos no setor, sucateado por corrupção. O candidato ao governo do Rio Eduardo Paes (DEM) creditou a queda da indústria naval no estado a uma "mudança de política" do governo federal e da Petrobras, de olho na geração de empregos e no sucateamento que o setor sofreu após denúncias recorrentes de corrupção investigadas pela Lava-Jato.
A licitação pela Marinha do Brasil para compra de quatro corvetas atraiu para o país o interesse de alguns dos principais estaleiros especializados em equipamentos bélicos do mundo, como o indiano Goa Shipyard Ltd, e europeus, como o inglês BAE Systems, o francês Naval Group, o alemão Thyssenkrupp, o italiano Fincantieri e o grupo holandês Damen, que entraram na concorrência com parceiros nacionais.
O horizonte permanece nublado para a indústria naval, que sobrevive sem saber ao certo como será o volume de pedidos para os próximos cinco anos. Incertezas em relação à retomada das encomendas pela Petrobras, sobre o nível de conteúdo nacional e o lançamento de medida provisória que permitirá a destinação de recursos para que a Marinha do Brasil encomende embarcações a estaleiros do país colocam uma interrogação sobre o nível de produção e de emprego no setor a partir de meados de 2019, quando serão entregues cinco navios petroleiros e uma plataforma de produção de petróleo.
O candidato a vice-presidente pelo PT na chapa do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, Fernando Haddad, defendeu nesta terça-feira, 28, a política de conteúdo local na indústria de petróleo e gás. Haddad chegou por volta das 9h15 para um ato de campanha no Estaleiro Aliança, em Niterói, na região metropolitana do Rio.
Na reta final das obras de construção dos três últimos petroleiros aframax encomendados pela Transpetro, o Estaleiro Atlântico Sul (EAS) busca alternativas para manter suas atividades a partir de 2019. Controlado pela Camargo Corrêa e Queiroz Galvão, a companhia não vê perspectivas de novos contratos para cascos de plataformas, após a flexibilização da política de conteúdo local, mas mira oportunidades para fornecer navios de cabotagem (navegação entre portos marítimos de um mesmo país, sem se distanciar da costa) no curto prazo.
O Estaleiro Atlântico Sul (EAS) conseguiu quintuplicar seu nível de produtividade desde a sua construção no Complexo Industrial de Suape, em Pernambuco, disse nesta segunda-feira (27) Hermann Ponte e Silva, diretor do estaleiro. Para ele, a empresa tem feito, desta forma, seu “dever de casa”.
A Enseada acaba de receber a unidade de perfuração SS Norbe VI, de propriedade da empresa Ocyan, braço de óleo e gás do Grupo Odebrecht. A previsão é que a plataforma permaneça no estaleiro para realização de manutenções de rotina. A unidade encontra-se disponível para novos contratos após um período de sete anos operando para a Petrobras. Não está prevista a realização de serviços que demandem novas contratações de pessoal.
O estaleiro Rio Maguari quer expandir sua influência no mercado de fornecimento de rebocadores para apoio portuário. Por isso, fechou recentemente uma parceria com a companhia canadense Robert Allan para a construção deste tipo de embarcação. “Já existem conversas em andamento com dois players. São conversas bem concretas.
Símbolo da força do polo naval brasileiro, o estaleiro Rio Grande (RS), da Ecovix, está com objetivos traçados para superar os momentos de dificuldade que viveu no passado recente. A empresa, como se sabe, está em processo de recuperação judicial. A expectativa é de que o plano – já aprovado pelos credores – seja homologado pela Justiça até o final do ano.